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FRAMPTON, Kenneth. Megaforma e relevo como uma estratégia possível. Revista de Urbanismo e Arquitetura, Salvador, v. 1, n. 6, p. 80-8, jul./dez. 1996.
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Resumo

Explorando a idéia de que neste fim de século nossas cidades não podem mais ser projetadas nem como totalidade coerente - tábula rasa - nem como desenvolvimento gradual- política reformista -, o autor desenvolve os conceitos de megaforma e relevo como instrumentos corretivos eficazes para a prática de projeto. Megaforma e relevo, como estratégias de criação formal, enfatizam a necessidade de transformação topográfica de um dado sítio, em oposição à sua mera estetização. Após diferenciar os conceitos de megaforma e megaestrutura, Frampton trabalha a distinção entre relevo, no sentido plástico e paisagismo. Na exploração do relevo, a topografia fica decididamente marcada, sua paisagem transformada, numa tentativa de conferir forma a uma área mais extensa que ficaria, de outro modo, informe. Entre os diversos exemplos de projetos e obras, modernos e contemporâneos, o autor enfatiza o pioneirismo do Plano Obus, de Corbusier, como representativo da idéia de megaforma levada ao extremo.
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