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MONTEIRO, Gustavo Aguiar. Controle automático de ensaios especiais em solos. 1997,
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Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Diante da realização de pesquisas em geotécnica onde existe a necessidade da realização de ensaios especiais, seguindo novas trajetórias de tensões e pressões, tomou-se imprescindível a automação destes ensaios. Até então, o processo de regulagem da pressão e tensão eram feitos manualmente, e à medida que fosse necessário alterar o valor da pressão aplicada, ou mantê-la constante, uma pessoa ficaria incumbida de acompanhar este processo. Na realização de ensaio especial, onde tem necessidade de um acréscimo linear ou em valores pré-definidos, o processo de ajuste manual se tomou inadequado, pois estas variações na pressão ou tensões seriam feitas em intervalos de tempo muito longos, podendo às vezes levar várias horas ou até mesmo dias. Visando modificar o atual sistema manual para um automático, foi utilizada uma válvula controladora de pressão de ar, que regula internamente a pressão de acordo com seu ajuste. Este ajuste é feito de forma automática por motores de passo acoplados de forma axial à válvula. A primeira etapa foi projetar e confeccionar as placas de circuitos eletrônicos que garantem o acionamento destes motores, bem como a interface deste sistema com o Sistema de Aquisição de Dados (SAD) em funcionamento no laboratório. Há uma Intenção de estender gradativamente esta modificação a todos ensaios, onde o ajuste de pressão está baseado em potes de mercúrio, focados em um suporte vertical, de altura ajustável manualmente. Uma das placas, a de acionamento dos motores, possui as funções de traduzir a lógica de comando dos motores para a seqüência de pulsos em suas fases, para posteriormente amplificar estes pulsos atendendo às exigências de potência dos motores. Uma outra placa, o cartão de interface com o SAD, recebe os sinais de comando da unidade remota do SAD e os direciona para as respectivas placas de acionamento, a partir do endereço enviado no barramento da unidade remota. Ao longo dos testes, foi avaliado o funcionamento da interface eletrônica frente à válvula e aos motores utilizados. O desempenho do sistema foi satisfatório, levando em conta as modificações que foram feitas para compensar, por exemplo, a falta de torque dos motores testados, bem como o acoplamento mecânico dos motores à válvula. Estamos certos de que a implementação deste sistema contribuirá garantindo maior agilidade aos projetos de pesquisa e de serviços à comunidade técnica regional.
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