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MACEDO, Silvio Soares. Exercícios gramaticais como instrumento de aprendizado. In: ENCONTRO DE ENSINO DE PAISAGISMO EM ESCOLAS DE ARQUITETURA, Rio de Janeiro, 1998. Anais... Rio de Janeiro, 1998. p. 73-76.
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Número de Trabalhos: 4 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

O ensino de arquitetura esbarra comumente com algumas dificuldades de apreensão do aluno, principalmente no tocante a questões de escala, dimensão, programa de usos, além da utilização indiscriminada de arquétipos projetuais. A alta relação professor/aluno na FAUUSP em disciplinas obrigatórias e o reduzido tempo de dedicação às atividades de atelier praticamente inviabilizam a ordem clássica de processo de projetação, através das etapas de levantamentolestudo preliminarl anteprojeto - este último quase nunca alcançado em atelier pela maioria dos estudantes. 0 aluno normalmente aprende muito e se diverte - fazendo levantamento do campo e de dados secundários mos tende a retardar muito a entrada efetiva no processo de projetar. Em parte porque o objeto de criação e sempre suscetível a criticas de colegas e professores. Em outra, pelas dificuldades inerentes ao próprio aprendizado no tocante à compreensão do espaço, ao domínio escolar, e às limitações de repertório projetual. A introdução de exercícios gramaticais foi a solução encontrada na FAUUSP, para se fazer uma ponte entre os exercícios de leitura e avaliação da paisagem é os exercícios projetuais. Basicamente se atém à discussão de questões simples, reduzido seu contexto aos fatores mais relevantes, e priorizando ao máximo a experimentação formal. Esses exercícios são no realidade jogos, através dos quais se buscam soluções diversos, favorecendo-se sua discussão coletiva. Alguns exemplos: 1. Construindo modelos sobre um campo dado, o aluno constrói com objetos dados uma situação urbana. Utiliza-se em geral uma caixa de areia equivalente a um campo de 100 x 200m, na escala 7:200 ou 1:250. 2. Construindo arcabouços espacias - visa apoiar a formulação de espaços livres urbanos: ruas, praças, etc. A partir de uma linha mestra dada, ou uma direção, estruturam um sistema de espaços livres articulados. 3. Pesquisando linhas de projeto - em campo e contexto dados, criar diferentes alternativas de arranjo espacial de elementos de projeto. De acordo com à complexidade desses elementos se amplia o número de alternativas. 4. Questionando arquétipos - objetiva-se trabalhar criticamente os componentes formais dos espaços livres. Pede-se ao aluno o desenho da primeira idéia que venha a sua mente sobre determinado tipo de espaço livre, praça, parque, etc. As soluções obtidas - freqüentemente cópias de projetos existentes - são discutidas, permitindo questionar o que é a essência do projeto e o que é arquétipo; apontando os preconceitos espaciais e incentivando o seu questionamento. Estes quatro tipos de exercício permitem variações e acredito na necessidade de se criar uma série de outros novos. 0 seu grau de eficiência é alto e permite, de um modo rápido, colocar a limpo questões projetuais (como de escalo, dimensão) e conceituais (como a utilização de arquétipos e o estabelecimento de programas).
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