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MENDES, Ricardo José Kuerten. Resistência à compressão de alvenarias de blocos cerâmicos estruturais. Orientação de Humberto Ramos Roman.200p. Dissertação (Pós-graduação em Engenharia Civil) - Universidade Federal de Santa Catarina,Florianópolis,1998.
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Citações: 1
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Resumo

Este trabalho descreve o estudo do comportamento mecânico de prismas de blocos cerâmicos grauteados e não grauteados submetidos à compressão axial. Para tal foram feitos ensaios experimentais e análise teórica. Foi empregado no trabalho um tipo de bloco cerâmico fabricado e utilizado no Estado de Santa Catarina, possuindo o mesmo um septo central, dois furos verticais e espessuras uniformes das paredes do bloco de 25 mm. O bloco apresentou resistência à compressão de 22,89 MPa na área bruta, e de 43,73 MPa na área líquida. Dois tipos de argamassa (1:1:6 e 1:114:3), com resistências diferentes, proporcionaram séries de prismas de comportamento mecânico distintos. Três grautes com resistências de 14, 30 e50 MPa completaram o universo da pesquisa. Foram obtidas as resistências à compressão e à tração dos blocos. Prismas, argamassas e grautes foram caracterizados através de ensaios à compressão e da determinação dos seus respectivos módulos de elasticidade e coeficientes de Poisson, através do,monitoramento de suas deformações. Foi verificada a importância do comportamento mecânico da argamassa para o desempenho da alvenaria. Prismas não grauteados com argamassa 1: 1: 6 desenvolveram fissuras a partir de 70% do carregamento último e atingiram fator de eficiência de 0,35.Com argamassa 1:1/4:3 foi obtido fator de eficiência de 0,55, sendo que os prismas apresentaram ruptura explosiva, sem qualquer aviso de ruptura. Os prismas grauteados romperam predominantemente por destacamento lateral das paredes, com ruptura nos cantos dos blocos a 45 , demonstrando a ocorrência de importantes tensões de cisalhamento. Os prismas testados com graute apresentaram incrementos de resistência diferenciados para os dois tipos de argamassa. Enquanto que para argamassa (1: 1/4:3) a resistência do graute não teve influência na resistência do prisma (todas as médias em torno de 20 MPa), para os prismas corri argamassa (1:1:6) a resistência dos mesmos decresceu com o aumento da resistência do graute (resistência de prisma de 17,94 Mpa com o graute de 13,94 MPa e resistência de prisma de 12,28 MPa com o graute de 49,87Mpa).
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