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MARX, Murillo. Cidade no Brasil em que termos? . São Paulo. Studio Nobel, 1999. 143p.
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Resumo

Cidade do Brasil. EM. que termos? considera a evolução do espaço urbano no Brasil, em um período de mudanças decisivas, a partir de questões que se recolocam em nossos dias. Cercar as características da organização espacial, suas origens e transformações costuma ser difícil e frustrante pelo que há de fugidio na sua concretude, nem sempre suficientemente explícita quanto a seu surgimento e consolidação. Esta, quando acontece, não se mostra incólume em momentos críticos, ou seja, de mudanças rápidas e profundas que, mais lenta e superficialmente, acabam por se plasmar no ambiente físico. Olhar para tal meio procurando suas razões e motivos significa encarar talvez algo muito familiar, porém certamente fazê-lo com outros olhos e outras inquietações. As inquirições que se seguem buscam, uma vez mais, menos o fatual por meio de dados e análises, a autoria e a intenção de técnicos ou dirigentes, do que o pano de fundo social que possa lastrear a interpretação do conformar-se da cidade. Buscam, centrando seu foco no período que medeia 1850 e a instauração da república, alguns condicionamentos então em mudança na sociedade brasileira para ajudar a preencher lacuna importante para a compreensão da história e da forma de nossas aglomerações humanas. As perguntas feitas a seguir buscam contribuir para futuros estudos e levantamentos em todo o país, extenso, variado e acentuadamente diversificado, ainda mais na época visada; contudo, pretendem antes questionar nossos rumos atuais. Três aspectos gerais serão sucessivamente tomados como prisma: o político-institucional, o econômico-fundiário e o socioespacial. A mudança do ideário político e seu rebatimento sobre nossas leis e instituições com responsabilidade sobre o ordenamento espacial; a transição na vida econômica e seu impacto sobre o sistema de apropriação da terra, precipuamente dentro dos perímetros urbanos; a transformação de nossa sociedade e seu reflexo sobre a localização de classes e grupos sociais na estrutura citadina. Esses três aspectos gerais serão sempre percorridos ao longo de três escalas geográficas; a regional, que não exclui outras por ventura intervenientes; a local, cerne deste trabalho; a predial, relativa às parcelas de solo e às construções.
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