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VIAL, Cláudia. A dimensão simbólica da arquitetura como parâmetro da concepção do espaço construído : considerações a respeito do habitante, do lugar e do espaço habitado. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL PSICOLOGIA E PROJETO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 2000, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRN, 2000. p.525 - 534.
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Resumo

No Ocidente, a visão mecânica de um mundo regido pela razão infiltrou-se como pano de fundo nas diversas áreas de conhecimento, inclusive na arquitetura. Entretanto, temos assistido à passagem de um modo de pensar baseado uma precisão para a concepção de mundo que também inclui a incerteza, exigindo-nos incluir outros ângulos, em relação ao espaço, capazes de considerar o ponto de vista da pessoa que o habita. A arquitetura abrange aspectos exatos e visíveis, mas, também, aspectos de um mundo não-métrico que pertencem à sua dimensão simbólica. O arquiteto dimensiona e localiza, por exemplo, determinadas paredes no espaço concreto e visível. Através da visibilidade desse espaço projetado ele torna visível a invisibilidade nele incorporada. Assim, suas intervenções espaciais afetam a vida cotidiana dos habitantes e dos lugares, positiva ou negativamente, pelos ingredientes não-visíveis que estão incorporados visivelmente às suas formas. Este trabalho tem como objetivo construir algumas bases teóricas dentro das quais alguns aspectos da dimensão simbólica se fundamentam, sugerindo alguns parâmetros, em relação ao habitante e ao lugar geográfico específicos, que possam fornecer ao arquiteto indicações ou pistas quanto aos possíveis significados, idéias ou valores corporificados nos espaços que projeta, ajudando-o a conceber espaços habitados.

Abstract

In the West, the mechanic view of a world controlled by reason, were infiltrated as a background in many fields of knowledge including architecture. We also witnessed the change on our way of thinking based on the accuracy to the conception of a world that also includes the inaccuracy, demanding us the inclusion of different angles related to the space, considering the point of view of its inhabitants. The architecture includes the accurate visible aspects, but also the ones not so accurate, which belongs to a symbolic dimension. The architect measures and finds, for example, some specific walls on the concrete and visible space and from it visibility he is able to make it invisibility into visibility in. By doing so the spatial intervention affects the every day life of its inhabitants either negatively or positively by the ingredients not visible but incorporated visible by its shape. The objective of this work is to build up some basic theory in which some symbolic dimensions grounds it self suggesting than same parameters related to it inhabitants and to the specific geographic location that can give the architect indications and clues about some possible meanings; ideas or values embodied in the projected space helping him then to conceive inhabited spaces.
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