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Ribeiro, Patrícia Keila Poepke. Avaliação da acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência de locomoção ao espaço urbano e meios de transporte : caso de São Carlos. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTIFICA, 8., 2008, Campina Grande. Anais… Campina Grande: UFCG, 2008.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
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Resumo

As pessoas com deficiências de locomoção experimentam barreiras que as impedem ou dificultam na realização de suas atividades diárias. Em vista disso, desenvolve-se uma pesquisa junto a esse grupo de pessoas, para se conhecer suas dificuldades de movimentação no ambiente urbano de São Carlos. O objetivo principal do trabalho é o de obter subsídios para a atuação do Engenheiro Urbano, tanto na área de transportes, quanto de construção de edificações, no sentido de se corrigir a deficiência de elaboração e execução de projetos civis; como objetivo subjacente, o de conhecer as melhores práticas utilizadas em cidades brasileiras e do exterior para a redução das barreiras de locomoção do deficiente físico. A metodologia do trabalho prevê a revisão de normas e literatura especializada, a realização de entrevistas e aplicação de questionários junto aos grupos de deficientes de locomoção, para se conhecer seus problemas de deslocamento; a realização de pesquisas de campo junto aos principais prédios considerados como pólo de atração de viagens bem como pesquisas junto a órgãos de diversas cidades para se levantar ações consideradas positivas em favor do deficiente de locomoção. Durante a realização de entrevistas junto aos deficientes, os principais problemas apontados foram: falta de acesso adequado junto ao transporte coletivo por ônibus, piso irregular e falta de rampas nas calçadas e passeios públicos, ausência de vagas de estacionamento para veículos que conduzem deficientes nas vias públicas, rampas de acesso e elevadores em prédios importantes. Embora tenham uma perua Van disponível para sua locomoção, ainda assim a oferta é muito pequena e discriminatória; gostariam de poder se deslocar como todo cidadão, ou seja, no próprio ônibus. Alguns resultados preliminares podem ser apresentados após a etapa de levantamento de campo realizado junto a um conjunto de prédios. Dentre os prédios considerados adequados pode-se citar o do SESC, Shopping Center (lojas, supermercados e cinemas), Caixa Econômica Federal (Ag. Alexandrina e Ag. Av. S.Carlos). Alguns prédios examinados têm acessos, porém não seguiram os critérios indicados pela Norma, como por exemplo, o da Agência Central dos Correios, AT-5 da UFScar, Biblioteca Comunitária da UFSCar, Biblioteca Municipal Amadeu Amaral. Outros prédios, apesar da obrigação prevista na Constituição Federal, não empreenderam qualquer adequação, dentre eles: Banco do Brasil, Prefeitura Municipal, salas de aulas, acessos a departamentos tanto da USP quanto da UFScar, Fórum etc. Dentre as principais práticas realizadas em outras cidades, pode-se citar o caso do Metrô-SP, os Terminais Rodoviários de Curitiba e Bauru, Transporte Coletivo de Franca etc. Poucos trabalhos, ao menos no âmbito acadêmico, tem tratado este importante aspecto social da comunidade. Assim, discutir e tratar esses problemas no bojo da Engenharia, com a apresentação de sugestão de melhorias para esta classe poderá trazer resultados práticos significativos.
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