Mais informações

GEOFFROY, Nora Guimarães. Entre quatro paredes, a vida e a morte : o ambiente hospitalar. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL PSICOLOGIA E PROJETO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 2000, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRN, 2000. p. 273 - 282.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

O trabalho constitui um estudo de caso realizado no setor de Emergência do Hospital do Andaraí, no Rio de Janeiro e teve como objetivo investigar o fenômeno das relações pessoa-ambiente dentro de um espaço hospitalar, a partir das considerações dos significados criados e estabelecidos pelos participantes, pertencentes a diferentes grupos sócio-culturais e econômicos. Dentro de uma fundamentação teórica da Psicologia Ambiental que privilegia as perspectivas sistêmica e transacional, o campo foi observado como um todo dinâmico, coerente, organizado e em processo de transformação, cujos componentes apenas artificialmente podiam ser separados pois na verdade constituíam não apenas elementos inter-influenciáveis, mas aspectos do sistema que ao coexistirem, conjunta e mutuamente definiam-se, contribuindo para a construção de um significado e para a natureza de um fenômeno singular. Utilizou-se um delineamento metodológico qualitativo, no qual a subjetividade do observador foi considerada parte integrante do campo. Nesta visão compreensivista, os resultados mostraram a profunda ambigüidade do ambiente analisado, a partir da dicotomia vida-morte, ressaltando-se a coabitação de qualidades discrepantes num mesmo espaço. Mais ainda, pôde-se observar a permanente transformação de seus usuários, de manipuladores a vítimas e vice-versa, num pernicioso jogo no qual o desenvolvimento dos valores humanos só dificilmente é alcançado.

Abstract

The Emergency Ward of Andaraí Hospital, in Rio de Janeiro was chosen as a case study in order to explore the phenomenon of person-environment relations within a hospital space, through considerations of created and established meanings by the participants, belonging to different social, cultural and economic groups. Within a systemic and a transactional perspective of Environmental Psychology, the field is observed as a dynamic whole, coherent, organized and in a transformation process. Its components only artificially can be separed. They are considered not only elements that influence one another but aspects of the system which co-exist and mutually define each other, contributing to the meaning and nature of a particular phenomenon. It was used a qualitative methodological approach, where the subjectivity of the observer is regarded as an integrant part of the field. In this comprehensivist vision, one makes clear the strong ambiguity that marks the environment in analysis, from the life-death dicotomy, pointing out, therefore, the co-habitation of discrepant qualities within the same space. Moreover, one can observe the permanent transformation of the users, from manipulators to victims and vice-versa, in a pernicious game where human values can hardly be developped.
-