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CARVALHO, M. T. F. de. A casa e o corpo como espaço pessoal entre os moradores de hospitais psiquiátricos : um estudo qualitativo na perspectiva de Sommer e Bachelard. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL PSICOLOGIA E PROJETO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 2000, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRN, 2000. p. 33 - 36.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 3 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 4
Índice h: 2  
Co-autores: 5

Resumo

Há algumas décadas, vários países vêm desenvolvendo atividades voltadas para a reabilitação psicossocial implícita à reforma psiquiátrica, congregando um conjunto de teorias, técnicas e práticas que têm como objetivo a melhoria dos níveis de contratualidade do paciente - na família, na produção e na sociedade - e o término da internação definitiva em regime de reclusão. As atividades mais recentes no campo da assistência ao paciente psiquiátrico consideram a cidadania um item implícito aos procedimentos terapêuticos: assim sendo, o cuidado com o usuário assistido envolve uma nova ética, e todos os profissionais das várias áreas podem e devem colaborar nesse processo de assistência. No Brasil, as instituições manicomiais vêm sendo modificadas progressivamente por serviços alternativos diversos, tais como o hospital-dia, os centros de atenção diária, os centros de atenção psicossocial, as oficinas comunitárias e os dispositivos residenciais. Entretanto, de acordo com este nosso estudo, que vem sendo realizado no Rio de Janeiro, observamos que as novas atividades assistenciais, algumas vezes, são realizadas em espaços inadequados, tendo sido verificadas duas situações básicas: as novas práticas estão sendo realizadas nos prédios dos antigos manicômios ou em ambientes construídos recentemente reproduzindo de modo parcelar espaços manicomiais. Algumas instituições, ainda que empenhadas na reabilitação psicossocial, mantêm as tradicionais enfermarias como espaço terapêutico, e conservam seus lúgubres refeitórios e pátios, com hierarquias e recortes espaciais, onde os usuários (profissionais ou pacientes) apresentam resquícios dos comportamentos espaciais de antes.
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