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MAZZILLI, Barbara Paci; SAUEIA, Catia; SANTOS, Adir Janete Godoy. Implicações radiológicas do uso do fosfogesso como material de construção no Brasil. In: SEMINÁRIO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A RECICLAGEM NA CONSTRUÇÃO CIVIL, 3., 2000, São Paulo. Anais... São Paulo: IBRACON, 2000. p. 131-132.
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Resumo

O fosfogesso, subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados, é produzido em grande escala no Brasil. Estima-se que a quantidade de fosfogesso estocada no país seja de aproximadamente 69 milhões de toneladas, sendo a produção anual deste material de cerca de 5 milhões de toneladas. Embora a composição do fosfosgesso seja basicamente sulfato de cálcio hidratado, o material pode conter níveis elevados de impurezas provenientes da rocha fosfática, que é usada como matéria-prima. Entre essas impurezas podem ocorrer os radioisótopos das séries de decaimento naturais do urânio de tório, dificultando o seu uso comercial. O fosfogesso é estocado em pilhas a céu aberto. Deve-se considerar que a estocagem a longo prazo e a manutenção dessas pilhas de fosfogesso são uma ameaça potencial ao ar atmosférico e águas subterrâneas no ambiente circunvizinho. Dentre os possíveis usos comerciais do fosfogesso, destaca-se a substituição de alguns componentes naturais na construção civil. Entretanto, o fosfogesso apresenta teores de radioatividade maiores do que aqueles encontrados nos produtos naturais geralmente empregados e o seu uso na construção pode acarretar um aumento da dose de radiação nos habitantes. Em países onde o fosfogesso apresenta teores altos de radioatividade existe uma considerável fonte de dados sobre sua composição radioativa. Comparativamente, no Brasil, poucos dados existem sobre o fosfogesso nacional. As concentrações específicas médias de 226Ra, 232Th e 40K no fosfogesso brasileiro, de diferentes procedências, variaram de 22 a 672 Bq/Kg, de 9 a 174 Bq/Kg e de <4,2 a 25 Bq/Kg, respectivamente. Aplicou-se um modelo simples para calcular a irradiação interna e externa dos habitantes residentes em uma casa comum, construída com este material. Os valores de dose obtidos foram comparados com padrões de exposição indoor adotados em muitos países e os critérios definidos no relatório da OECD, na França.
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