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FARIAS, Suerda; TRIGUEIRO, Edja. SOBRE MORAR E PROJETAR: UM ESTUDO MORFOLÓGICO COMPARATIVO ENTRE MORADIAS AUTOCONSTRUÍDAS, PROJETADAS E REFORMADAS. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE HABITAÇÃO SOCIAL, 2003, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2003.
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Resumo

O trabalho que se propõe apresentar visa ampliar o conhecimento sobre modos de apropriação e usos do espaço em moradias de baixo custo em Parnamirim, RN, através de estudo morfológico comparativo dos arranjos e articulações espaciais em três casos de manifestações configuracionais distintas, mas interrelacionadas, de habitação social: (1) um conjunto de 21 moradias autoconstruídas em vias e terrenos irregulares de loteamento inicialmente projetado para parque industrial; (2) casas projetadas por profissional arquiteto e construídas pelo poder público para abrigar as 21 (e outras) famílias ocupantes das moradias autoconstruídas; e (3) alterações realizadas pelos moradores nas casas construídas pelo poder público, após um ano de ocupação. Foram representados, em planta baixa, os usos predominantes de cada ambiente componente das moradias autoconstruídas e casas reformadas, através de observações empíricas e de entrevistas com os moradores, e aplicados procedimentos analíticos pertinentes à metodologia análise sintática do espaço às plantas. Buscou-se identificar uma escala de prioridades quanto à disponibilidade e usos de cada ambiente, seu arranjo geométrico (relações de adjacências, frente/fundos etc) e a estrutura subjacente a esses arranjos (conectividade e integração espacial) visando estabelecer congruências e incongruências entre a lógica sociocultural embutida no espaço doméstico autoconstruído e a lógica projetual das casas oferecidas pelo poder público. A análise comparativa aponta a convivência de duas tendências: uma que parece reforçar a lógica projetual, na medida em que os acréscimos e mudanças feitos pelos moradores não alteram, antes intensificam, os padrões de arranjo e configuração original das casas projetadas; e outra na qual esses padrões são subvertidos segundo uma lógica que se aproxima, em menor ou maior grau, das moradias autoconstruídas.
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