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PERES, Arlis Buhl. TIPOLOGIAS HABITACIONAIS: REFLEXÕES METODOLÓGICAS. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE HABITAÇÃO SOCIAL, 2003, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2003.
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Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

O presente trabalho discute a tipologia urbano-habitacional do ponto de vista histórico, projetual e metodológico. Segundo GREGOTTI (1975) o tipo “tende a organizar a experiência segundo esquemas que permitam sua operabilidade (cognisciva e construtiva), reduzindo a um número finito de casos (enquanto esquemas mais ou menos amplos) a infinidade de fenômenos possíveis”, ou seja, estabelece com a leitura tipológica uma maneira de dar parâmetros para o projeto habitacional. O estudo e análise dos diferentes tipos de conjuntos habitacionais ao longo da história brasileira serviram como exemplos ou contraposição para determinação das premissas básicas para a implantação de novos conjuntos habitacionais. Apresenta, também, como referencial conceitual e projetual, as soluções existentes atualmente de provisão habitacional, como recuperação de cortiços e requalificação de setores urbanos e urbanização de favelas. Entende-se que a habitação está ligada à estrutura urbana, portanto, aspectos como o acesso à infra-estrutura (água, luz, saneamento, etc.) e serviços urbanos (educação, saúde, lazer, etc.), interferem na caracterização, qualificação e valorização de um setor da cidade. Outras questões são levadas em consideração como a variabilidade no tipo de edificação (importante aspecto que aborda as diferentes estruturas familiares existentes) e o uso comercial acoplado ao uso residencial (entendendo que o comércio junto à residência tem sido um complementador da renda familiar). Assinala, portanto, que o tipo habitacional e urbano tem fundamental importância na produção da cidade, na qualificação de setores urbanos, desenhando o espaço da habitação ao mesmo tempo em que se desenha o espaço da cidade.
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