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PAIVA, José Eustáquio Machado; Rossi, Marcela. Produção da arquitetura, trabalho e formação do arquiteto: uma breve reflexão centrada na transição da formação acadêmica para a prática profissional. ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 10., 2004, São Paulo, SP.
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Resumo

Nota-se ao longo dos séculos XIX e XX a expansão da produção arquitetônica no Brasil, num processo que inclui a aquisição de técnicas e a transformação da capacidade produtiva. Percebe-se como um marco significativo a incorporação pelo capital dos procedimentos do taylorismo-fordismo, implicando na separação entre pensar e fazer – projeto e obra. Tal processo gerou profundas mudanças na arquitetura, com a requalificação das funções e a desqualificação daquelas relacionadas à execução, além da percepção do papel dos profissionais envolvidos e suas atribuições. Nesse sentido, as perdas envolvem os trabalhadores, que tiveram seu conhecimento expropriado, e os arquitetos e engenheiros, que acabaram com um conhecimento atomizado, não se apropriando de um “saber fazer” relativo à construção. Quanto ao arquiteto, mesmo com o amplo leque de atribuições que lhe compete, sua formação reflete a ênfase atribuída ao binômio projeto-obra. Esta ênfase aparece como resultado da própria divisão do trabalho que caracteriza a industria da construção e que exerce uma grande influência na formação acadêmica, a qual constitui também um meio de reprodução do modo de produção vigente. Pode-se perceber aí todo um modo de requisição do trabalho do arquiteto, principalmente relacionado aos empreendimentos imobiliários, marcado fortemente por diretrizes mercadológicas e por um consumo exacerbado das formas arquitetônicas.

Abstract

Não Disponivel
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