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PIERRO, Luis Fernando Di. Estrutura urbana e consumo energético. 205pDissertação (Pós-Graduação em Engenharia Civil) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo,São Paulo,1982.
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Resumo

A diminuição do consumo energético do setor de transportes urbanos, através da racionalização do consumo de combustíveis, vem sendo obtida por meio de medidas indutoras de modificações em características dos sistemas de transportes, principalmente nas que se referem a utilização média de veículos e divisão modal. No entanto, sabe-se do inter-relacionamento existente entre uso do solo e transportes. Assim, pode-se presumir que.alterações nos padrões de uso do solo em um determinado meio urbano podem induzir alterações nos níveis de consumo de combustíveis. Com o objetivo de identificar e analisar características urbanas que influem no consumo energético do setor de transportes, desenvolveu-se um estudo baseado na formulação e simulação de cidades hipotéticas diferenciadas entre si pelo padrão de uso do solo. Para a obtenção de resultados próximos à realidade, a formulação das cidades hipotéticas foi feita utilizando-se como base informações referentes as cidades médias brasileiras. Os diferentes padrões de uso do solo foram definidos através de: -Estrutura Urbana, caracterizada pela configuração geométrica da mancha urbana e pelo traçado da rede viária de transportes. - Distribuição Espacial de Atividades, considerando-as como sendo as de trabalhar e habitar. Uma vez formuladas as cidades hipotéticas, com um dimensionamento de 150.000 habitantes, aplicou-se às mesmas um modelo de distribuição de viagens que forneceu indicadores de consumo energético. Assim, procedeu-se a uma análise comparativa dos resultados que permitiu comprovar as seguintes hipóteses: - diferentes configurações geométricas da ocupação urbana no espaço induzem diferentes níveis de consumo energético; - diferentes tipos de rede viária de transportes induzem diferentes níveis de consumo energético; - diferentes padrões de distribuição espacial de atividades induzem diferentes níveis de consumo energético. A análise comparativa dos resultados permitiu, ainda, outras conclusões: - as cidades concêntricas monocêntricas são as mais econômicas energeticamente. Quanto às cidades que apresentam uma direção preferencial de expansão, observou-se que quanto mais linearizada for a configuração geométrica, maiores são os níveis de consumo energético; - as redes de transporte do tipo grelha são mais econômicas energeticamente do que as redes tipo espinha de peixe, induzindo menores distâncias médias de viagem; - a distribuição caracterizada pelo centralização das atividades em torno do núcleo central (centro comercial) é a que induz menor consumo energético. Complementarmente, foram determinadas alterações em características de uso do solo que induziram reduções no consumo energético, equivalentes àquelas que seriam obtidas através de alterações nos valores de utilização média de veículos (ônibus e autos) e de divisão modal. Assim, identificam-se novas formas de atuação no meio urbano para indução de reduções no consumo de combustíveis.
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