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ZENID, Geraldo José. Identificação botânica das madeiras serradas empregadas na construção civil habitacional na cidade de São Paulo. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA, 6., 1998, Florianópolis. Anais... Florianópolis: IBRAMEM, 1998. p. 123-135.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Com arquivo PDF disponíveis: 1)
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Resumo

Com o objetivo de contribuir para aumentar e melhorar o uso da madeira serrada na construção civil habitacional, foram identificadas botanicamente as madeiras que estão sendo comercializadas/utilizadas para esse fim, na Cidade de São Paulo. Foram visitados 42 distribuidores de madeira e 22 obras de edifícios de vários pavimentos e conjuntos populares, onde foram coletadas 345 amostras de madeira e informações gerais sobre as empresas. A identificação botânica foi realizada através da anatomia do lenho das amostras coletadas. Foram identificadas 57 espécies de madeira (espécies ou grupos de espécies de difícil distinção na prática), provenientes, principalmente, da Amazônia. Foram identificadas cinco espécies provenientes de reflorestamento: curúngâmia, cupressus, eucalipto, grevílea e pinus. Tal variedade, reflexo da heterogeneidade das florestas tropicais, não está presente na freqüência percentual. de espécies em relação ao total de amostras coletadas, pois somente 15 espécies representaram 80% da amostras coletadas, dentre estas, espécies tradicionais como: pinho-do-paraná, peroba-rosa, ipê e jatobá. Das madeiras de reflorestamento, somente o pinus apresentou participação importante. Diversos erros de identificação foram constatados, principalmente, nas amostras coletadas nas construtoras. Esses erros ocorreram mais freqüentemente nas madeiras destinadas a usos temporários (andaimes, escoramentos etc.). Dentre as informações gerais coletadas destacam-se que o setor não utiliza especificações, estabelecidas por entidades normalizadoras, para dimensões e qualidade das peças; o tratamento químico preservame, é pouco praticado e que há preocupações com relação à secagem da madeira. Os principais problemas apontados pelas empresas estão relacionados à comercialização, (alto preço da madeira e do transporte) e à qualidade (deficiência no processamento, defeitos naturais e mistura de espécies).
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