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COITINHO, João Batista Lins. Águas minerais de Santa Catarina. 1v. Dissertação (Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil) - Universidade Federal de Santa Catarina,Florianópolis,2000.
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Resumo

A diversidade de ambientes geológicos aliada ao clima mesotérmico, com precipitações pluviométricas bem distribuídas ao longo de todo o ano, com deficiências hídricas nulas e bons índices de excedentes hídricos, conferem ao Estado de Santa Catarina um excelente potencial hídrico subterrâneo, com ocorrência de águas mineras de ótima qualidade, distribuídas nas mais diversas regiões. Um mapa hidrogeológico preliminar, em meio digital, na escala 1: 1.000.000, mostra a distribuição das 4 (quatro) províncias hidrogeológicas, sendo que, três delas apresentam importância diferenciada com relação à água mineral. A Província Cristalina, considerada a principal, foi subdividida nos domínios Meridional (o mais notável, tanto pelo número de fontes quanto pela natureza de suas águas); Central e Setentrional. A Província Paleozóica, representada por um grande número de formações aqüíferas, apresenta um pequeno número de fontes hidrominerais associadas e a Província Mesozóica, formada pelos aqüíferos Botucatu/Pirambóia e Serra Geral. O aqüífero Botucatu/Pirambóia destaca-se por apresentar excelentes vazões e água de boa qualidade, especialmente, quando confinado. No Aqüífero Serra Geral destacam-se diversas fontes hidrotermais, de importância no setor de balneários. O estudo hidroquímico realizado, com base nas análises oficiais relativas às áreas em lavra ou em fase final de pesquisa, permitiu identificar as águas minerais do Domínio Meridional, em sua ampla maioria, como bicarbonatadas sódicas, com apenas duas exceções (águas cloretadas sódicas). Já no Domínio Central, verifica-se maior heterogeneidade, ocorrendo águas bicarbonatadas sódicas, cálcicas e magnesianas. Na Província Paleozóica o pequeno número de fontes, aliado a dificuldade de identificação da formação aqüífera, os dados hidroquímicos não são conclusivos. No Aqüífero Botucatu-Pirambóia, as duas fontes relacionadas, apresentam características químicas similares (águas bicarbonatadas sódicas), apesar das enormes diferenças hidrogeológicas, sendo uma confinada e outra livre. No Aqüífero Serra Geral dominam as águas sulfatadas sódicas, com ocorrência de águas cloretadas e bicarbonatadas. De modo geral, foi possível identificar uma vinculação entre o ambiente geológico/hidrogeológico e as caracacterísticas físico-químicas das águas minerais. Numa análise preliminar da vulnerabilidade natural das fontes hidrominerais, pode-se considerar como de grau médio a alto na Província Cristalina, e no Aqüífero Serra Geral, em função da predominância de aqüíferos fissurais e livres; baixo no Aqüífero Botucatu/Pirambóia, quando confinado e alto, quando livre. Na Província Paleozóica, quando confinada, a vulnerabilidade é considerada baixa. Com relação aos riscos de contaminação, há uma estreita relação entre a vulnerabilidade natural e a carga contaminante aplicada. A importância econômica das águas minerais está marcada pelo grande interesse verificado nos últimos anos, com o requerimento, até o final de 1999, de cerca de 450 áreas para pesquisa mineral, bem como, pelo notável desenvolvimento alcançado pelo setor na última década, especialmente no segmento de águas engarrafadas.
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