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REZENDE JUNIOR, Joelito de Oliveira. Desenvolvimento de um teste de laboratório para medição de susceptibilidade a trincas em argamassas de alvenaria. 1997,
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Resumo

Atualmente há uma falta de métodos adequados de medições de trincas que levem em conta a contração e tração respectivamente. Esses dispositivos de medições baseiam-se quase que exclusivamente na simples medição da contração volumétrica do corpo de prova. A falta de um método simples e adequado para medição de trincas em argamassas tem dificultado sobre maneira o entendimento dos mecanismos de incidência de trincas tanto à nível teórico fundamental quanto prático. O teste de medições de trincas aqui proposto, tem a vantagem sobre os métodos anteriores pelo fato de ser bastante simples e provocar reações de tensões do corpo de prova. (Metodologia) O passo inicial foi definir as dimensões básicas do dispositivo de teste, que proporcione uma adequada sensibilidade e reprodutibilidade de detecção de trincas nas argamassas. Inicialmente foram fabricadas fôrmas com diferentes diâmetros, para se testar uma argamassa de composição definida. A fôrma que apresentou melhor sensibilidade de teste, foi tomada como referencia de teste. Uma vez definida as dimensões básicas da fôrma, o passo seguinte foi dimensionar um conjunto de 5 fôrmas com tamanhos crescentes. Nesse último caso, variou-se apenas o diâmetro. (Resultados) Foram moldados corpos de prova com duas composições de argamassas diferentes. Em geral, as fôrmas com diâmetros inferiores ao da fôrma modelo, não apresentaram indícios de que as argamassas eram susceptíveis à tricas, uma vez que a retração nessas fôrmas foi quase imperceptível. Já as fôrmas com diâmetros superiores ao da fôrma modelo, apresentaram retração suficiente para poder suspeitar de que uma das argamassas era susceptível à trincas, e a outra não. Esses resultados foram comprovados durante a aplicação das argamassas como reboco de paredes internas da obra de ampliação do Laboratório de Argamassa - UFBa. A argamassa suspeita em nossos testes, apresentou diversas fissuras quando aplicadas nas paredes. Já a argamassa que a retração não foi significativa nas fôrmas, não apresentou fissura quando aplicada nas paredes. Esses ensaios foram realizados em diversas argamassas, sempre obtendo-se resultados satisfatórios. (Conclusão) Da experiência realizada, pôde-se observar o crescimento da retração com o aumento do diâmetro das fôrmas, consequentemente uma precisão maior nos ensaios e nos resultados. Em relação a aplicação das tensões, as expectativas eram de que conseguíssemos um modelo ideal de fôrmas onde a tensão de reação exercida pela fôrma no corpo de prova, fosse maior que a tensão de ruptura das argamassas e ocorresse a formação de trincas, o que acabou não acontecendo. Porém as análises das retrações das argamassas nas fôrmas forneceu-nos resultados satisfatórios.
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