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TEIXEIRA, Francisco; GUERRA, Oswaldo. 50 Anos da Industrialização Baiana : do enigma a uma dinâmica exógena e espasmódica. In: PLANEJAMENTO NA BAHIA, 2001, Salvador. Anais... Salvador: CEPLAB, 2001.
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Resumo

Desde que a Ford decidiu instalar uma planta industrial em Camaçari, amplos setores da sociedade baiana vivem um momento de intensa euforia. Essa euforia decorre não apenas do fato desse investimento vir a adensar e diversificar a matriz industrial local, mas, principalmente, da possibilidade dele e de outros empreendimentos - que começaram a se instalar por todo o estado (têxtil, calçados, eletrônico), a partir dos anos 90 - fortalecerem antigos setores (químico/petroquímico e metalúrgico) e estimularem novos (transformação plástica, autopeças etc). Se isso efetivamente ocorrer, a economia baiana poderá viver uma nova dinâmica industrial nos primeiros anos do século 21. Vale destacar que, contrariamente ao que agora acontece, as perspectivas que se desenhavam para os principais setores industriais baianos, durante boa parte da década de 90, eram bastante pessimistas. Tais expectativas advinham do acanhado desempenho da sua indústria, quando comparado ao de outras épocas, e ao momento econômico vivido pelo Brasil naquele período, com duras conseqüências sobre a região Nordeste. A rigor, nos últimos 50 anos, podem-se identificar momentos marcantes na trajetória de industrialização da Bahia - após a realização de blocos de investimentos concentrados no tempo - que modificam a tendência dessa trajetória, gerando ondas de otimismo. Esgotados os efeitos multiplicadores desses investimentos, e na ausência de uma dinâmica econômica endógena, o processo de industrialização fica aguardando um novo choque exógeno que derrube a apatia e desperte um outro período de otimismo. O principal objetivo deste artigo é, justamente, reconstituir essa trajetória, identificando as causas explicativas dessas inflexões.
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