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SOUZA, Angela Gordilho. Favelas, invasões e ocupações coletivas nas grandes cidades brasileiras - (Re)Qualificando a questão para Salvador-Ba. Cadernos Metrópole, São Paulo, n. 5, p. 81-11, semestral. 1999.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Com arquivo PDF disponíveis: 1)
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Resumo

Na atualidade das grandes cidades brasileiras, é visível o processo de favelização, com a exclusão de grandes áreas de habitação de padrões urbanísticos de habitabilidade aceitáveis. Esses espaços, produzidos no mercado informal, são ocupados à revelia das leis e das normas estabelecidas para edificação e uso do solo, situação que se agrava pelos processos intensivos de verticalização e densificação. Ainda que não se disponha de dados precisos sobre o conjunto das ocupações informais nas configurações urbanas, estima-se que nas grandes capitais essas áreas abrigam cerca de 50% das suas populações. Este trabalho toma a cidade do Salvador como estudo de caso. Terceira maior em população entre as capitais, nos seus 450 anos de história, Salvador acumula diversas situações no processo de urbanização, configurando padrões diferenciados de produção e ocupação do espaço urbano. Alguns, remanescentes do passado, resultam dos arrendamentos; outros, de loteamentos e de conjuntos habitacionais. A esses somam-se as invasões ou ocupações coletivas e os loteamentos clandestinos, como alternativas de moradia da população pobre. Com base em aerofotos e em pesquisa de campo, qualifica-se esse espaço na sua pluralidade de ocupação, enfatizando a relação entre formalidade e informalidade na configuração urbana, de acordo com a legislação urbanística atual. Os resultados obtidos, inéditos na sua aplicação, poderão subsidiar projetos de melhoria e estudos comparativos com outras metrópoles brasileiras. Essas questões, certamente, representam um desafio para intervenções físicas que objetivem a melhoria e a inclusão dessas imensas áreas de pobreza, o que vai exigir, nos campos da arquitetura, do urbanismo e do planejamento urbano, a revisão de parâmetros técnicos e conceituais que propiciem a construção de cidades ambientalmente desejáveis e socialmente mais justas.
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