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ANDRADE, José Fábio Abreu de. O processo de secagem na indústria de cerâmica estrutural na região metropolitana de Salvador. 1996,
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 4
Índice h: 2  
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Resumo

O processo de secagem, na produção de peças de cerâmica estrutural, consiste na eliminação da água introduzida na conformação das matérias primas. Para esse tipo de indústria, o processo mais conveniente a ser aplicado é o de evaporação. Dentre os fatores que afetam esse processo, a temperatura e o teor de umidade do ar, de secagem, além da velocidade de escoamento em tomo das peças são os mais significativos, o que leva o métodos empregados a serem classificados entre secagem natural ou secagem artificial. A secagem natural ocorre ao ar livre, com ciclos de duração de 8 a 15 dias, dificultando a manutenção de ritmos de produção e a possibilidade de controle do processo. A secagem artificial é realizada em câmaras, chamadas secadores, onde as peças são armazenadas por tempo determinado, e submetidas a correntes de ar quente produzidas em fornalhas ou provenientes da recuperação de gases quentes de fornos. Este método apresenta ciclos de operação bem mais curtos que a secagem natural, e propicia melhor qualidade final ao produto. Os principais tipos de secadores são os estáticos, tipo câmara, os contínuos, tipo túnel, e os de túnel semicontínuo. A avaliação da eficiência energética desses equipamentos envolve o conhecimento dos fluxos de massa e de energia que entram ou saem do secador, através da medição de temperaturas, pressões, massas e vazões de gases, da determinação das propriedades termodinâmicas correspondentes e da realização dos balanços de massa e energético. Dessa forma é determinado o montante de perdas envolvidas no processo, que na secagem se devem principalmente à troca de calor com o ambiente e exaustão de correntes ainda quentes. As principais deficiências encontradas no processo de secagem das cerâmicas estudadas na região metropolitana de Salvador são a falta de isolamento, a presença de fugas de ar quente, a falta de instrumentação para controle de temperatura e umidade, falta de critério para definição de tempos de secagem e falta de controle da vazão de gases. Considerando que a secagem é tão importante quanto a queima na produção de cerâmica estrutural, e também as inúmeras vantagens da utilização de secadores, é sugerido que atenção deve ser dirigida à operação desses equipamentos e a sua integração aos fornos de queima, como forma de se racionalizar o uso da energia térmica.
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