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ZORZO, Francisco Antônio. Cidade moderna e território ferroviário : estudando o caso da estrada de ferro de Nazaré (Bahia/1871-1906). In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 7., 1997, Recife. Anais... Recife: ANPUR, 1997. p. 463 - 475.
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Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Muitos estudos de história urbana consagram especial relevo à questão ferroviária ao caracterizar a cidade na modernidade. 0 aparecimento da ferrovia impactou enormemente a vida social no século passado e início deste século. Em todo o mundo, a ferrovia agenciou, sob a forma de promissora inovação técnica e, especialmente, sob uma nova forma de transporte e de comunicação, uma transformação quantitativa e qualitativa da vida urbana. No entanto, para estudar o que ocorreu na Europa, na América do Norte ou no âmbito nacional, é necessário tomar a precaução de considerar que o ferroviarismo sempre esteve combinado com outros agenciamentos na configuração da cidade e respeitar a singularidade do arranjo das forças históricas que interagiu em cada local. Na Bahia, a construção das ferrovias se desenvolveu com relativo pioneirismo no Segundo Reinado acompanhando de perto as primeiras obras do centro-sul, nas proximidades da capital nacional, Rio de Janeiro. Ainda ao nível nacional, muito importante foi a inauguração em 1867 da linha ferroviária que ia de Santos a Jundiaí na província de S. Paulo, devido ao fato de ter sido primeira ferrovia exclusivamente daquela região, que provocaria o escoamento da produção de café com as conseqüências de desenvolvimento regional e a posterior industrialização da província, e que ganhou muita notoriedade ao nível nacional . No presente caso, a Estrada de Ferro de Nazaré também acompanhou no Sudoeste da Bahia o fenômeno da marcha do café. Como se pode imaginar, no Brasil da segunda metade do século passado, as ferrovias representam um esforço de adaptação das condições internas, com interesses voltados principalmente para a agricultura, às condições internacionais, que vivia um extraordinário surto de comercialização e industrialização.
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