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Taveira, Eduardo José Alvarenga; Oliveira, Fabrícia Fafá de; Gonçalves, Ricardo Franci. Produção de lodo em lagoa anaeróbia tratando esgoto sanitário e lodo proveniente de polimento físico-químico de lagoa facultativa. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 21., 2001, João Pessoa. Anais... João Pessoa: ABES, 2001.
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Resumo

O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento da lagoa anaeróbia como unidade responsável pelo adensamento e digestão do lodo gerado em tratamento terciário físico-químico do efluente de lagoas facultativas, na remoção de algas, SST, Ptotal, DQO e coliformes fecais, mediante a utilização de coagulantes comerciais. A pesquisa foi desenvolvida na estação de tratamento de Maringá (vazão de projeto: 4 l/s), composta por uma lagoa anaeróbia, seguida de uma lagoa facultativa. Um módulo físico-químico compacto(UFQ), formado por um tanque de mistura rápida, um floculador granular, um decantador lamelar e um reservatório de acumulação e bombeamento de lodos para a lagoa anaeróbia foi instalado dentro da lagoa facultativa. O lodo gerado foi recirculado para a lagoa anaeróbia. A avaliação quantitativa do crescimento da camada de lodo na lagoa anaeróbia foi feita através de comparação entre os resultados das campanhas batimétricas e do balanço de massa, utilizando o modelo de Saqqar e Pescod (1995), modificado para receber o compartimento do lodo físico-químico. Os resultados obtidos através do modelo indicam uma produção per capita de 0,0648 m 3 /hab.ano, sendo 0,0313 m 3 /hab.ano para o lodo produzido na lagoa anaeróbia e 0,0335 m 3 /hab.ano para o lodo gerado na recirculação. Após 13 meses de operação do sistema as batimetrias indicam que o maior acúmulo de lodo ocorreu próximo a saída da lagoa, bem como em toda a região onde ocorre o fluxo preferencial do líquido no reator, superando valores de 18 cm/ano em algumas regiões da lagoa. Entretanto a taxa anual média de acúmulo de lodo foi decrescendo progressivamente, atingindo o valor de 10,2 cm/ano ou 0,0519 l/hab.dia, permitindo estimar que o período entre dois descartes sucessivos de lodos da lagoa anaeróbia supere 10 anos. As amostras de lodo coletadas na lagoa anaeróbia apresentaram valores Médios de sólidos totais de 11,2 % e sólidos voláteis de 42,8 %, indicando que, apesar da amostra colhida ser do lodo superficial, o mesmo se encontra bastante estabilizado. Esses resultados comprovam que a lagoa anaeróbia promove adequadamente o adensamento e a digestão anaeróbia do lodo proveniente da UFQ.
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