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Chernicharo, Carlos Augusto de Lemos; ZERBINI, Adriana Molina. Identificação e contagem de ovos de helmintos em um sistema UASB: rampas de escoamento superficial. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 21., 2001, João Pessoa. Anais... João Pessoa: ABES, 2001.
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Resumo

No presente trabalho, buscou-se avaliar a eficiência de um sistema de tratamento de esgotos domésticos em relação à remoção de ovos de helmintos. O estudo foi desenvolvido em duas fases, avaliando-se unidades de tratamento de esgotos domésticos implantadas junto a ETE Nova Vista, na cidade de Itabira/MG. Na fase 1, buscou-se avaliar a eficiência de um sistema constituído de um reator anaeróbio (em escala real) e de rampas de aplicação superficial no solo (em escala de demonstração), com o sistema de tratamento operando em regime hidráulico permanente (vazão constante ao longo do dia), porém com diferentes taxas de aplicação em cada rampa. Na fase 2, o sistema passou a ser constituído de um reator anaeróbio em escala de demonstração, mantendo-se as rampas de aplicação superficial no solo como unidades de pós-tratamento. Nessa fase, o sistema de tratamento foi operado em regime hidráulico transiente (vazão variável ao longo do dia). O programa de monitoramento envolveu a realização de análises de ovos de helmintos no esgoto bruto e nos efluentes do reator anaeróbio e das rampas de escoamento superficial no solo. Foi utilizado o método de BAILENGER (1979), modificado por AYRES MARA (1996), para a identificação e quantificação de ovos de helmintos. A contagem de ovos de helmintos no esgoto bruto durante a fase 2 (média de 119,6 ovos/L) foi bem superior à observada na fase 1 (média de 47,3 ovos/L). No efluente do reator UASB foram obtidas, também, contagens mais elevadas durante a fase 2 (20,5 ovos/L) em relação à fase 1 (média de 13,9 ovos/L). No entanto, apesar das maiores concentrações no esgoto bruto e no efluente do reator anaeróbio compartimentado, durante a fase 2, ainda assim foram observadas, para o reator, eficiências de remoção de ovos de helmintos mais elevadas nessa segunda fase, com média igual a 82%, contra 71% durante a fase 1. De uma maneira geral, o sistema de escoamento superficial no solo funcionou de forma bastante promissora em relação à remoção de ovos de helmintos, em função das baixas concentrações de ovos encontradas no efluente final das rampas. Foram obtidas concentrações médias de 0 e 0,2 ovo de nematóide/L, nas fases 1 e fase 2, respectivamente.
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