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Araújo, André Luis Calado; Duarte, Marco Antonio Calazans. Avaliação preliminar de duas séries de lagoas de estabilização na Grande Natal, RN. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 21., 2001, João Pessoa. Anais... João Pessoa: ABES, 2001.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Com arquivo PDF disponíveis: 1)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

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Resumo

Foram monitorados dois sistemas de lagoas em série, em escala real, que tratam os esgotos domésticos do bairro de Jardim Lola, município de São Gonçalo do Amarante, na grande Natal. Os sistemas estão localizados em área de mangue no estuário do rio Potengi. Os sistemas, denominados de Jardim Lola I (Bacia 04) e Jardim Lola II (Bacia 03) são constituídos por uma lagoa facultativa primária (LFP) seguida de duas lagoas de maturação (LM1 e LM2). As duas ETE's foram monitoradas no período de abril/2000 a abril de 2001, com base na coleta mensal de amostras puntuais de esgoto bruto e efluentes das lagoas entre 8:00 e 12:00 h. O esgoto bruto era coletado durante o tratamento preliminar, logo após a calha Parshall, enquanto que os efluentes foram coletados nas caixas de saída dos reatores. As duas séries de lagoas de estabilização estudadas apresentaram eficiências bem inferiores àquelas previstas no projeto. As séries obtiveram remoções médias de DBO, DQO, coliformes fecais e amônia entre 61-65%, 54-67%, 99,60-99,97% e 6%, respectivamente. Os efluentes finais apresentaram concentrações médias de DBO e DQO superiores a 200 e 300 mg/l, respectivamente. As concentrações finais de amônia foram superiores a 30 mg/l e as de coliformes fecais superiores a 10E4 ufc/100 ml. Este desempenho está diretamente relacionado com as elevadas cargas orgânicas aplicadas nos dois sistemas que foi duas vezes maior que a estimativa de projeto. Como conseqüência, os efluentes da lagoas apresentaram baixas concentrações de oxigênio dissolvido (1,9 - 5,8 mg/l) assim como valores de pH (7,2 - 7,7) próximos ao neutro indicando que os sistemas operavam na maior parte do ciclo diário em condições próximas ao estado de anaerobiose. A DBO medida no esgoto bruto foi de 670 mg/l, sendo cerca de duas vezes superior que aquela considerada no projeto. A proximidade da bacia contribuinte da estação de tratamento assim como a maior concentração de sólidos no esgoto devido ao menor consumo per-capita de água podem ter influenciado na elevada concentração média de DBO do esgoto bruto. Estes fatos devem ser levados em consideração quando em fase de projeto, para que sejam adotados valores de DBO no esgoto mais realísticos. Provavelmente, para este caso em particular, a DBO no esgoto bruto de cerca de 350 mg/l, utilizada no projeto, tenha sido um valor muito conservador. No entanto, faz-se necessário um estudo mais aprofundado, baseado em ciclos nictemerais, para obtenção de um valor mais realístico para a DBO do esgoto bruto.
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