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CEBALLOS, Beatriz Susana Ovruski de et al. Variabilidade da qualidade das águas de açudes nordestinos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 19., 1997, Foz do Iguaçu. Anais… Foz do Iguaçu, 1997.
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Resumo

As variações da qualidade da água de açudes nordestinos foram monitoradas em épocas de estiagens e de chuvas em 13 reservatórios situados em 5 microregiões homogêneas do Estado da Paraíba. Foram avaliados 16 parâmetros (temperatura, condutividade elétrica, pH, DBO5 , nitrogênio e fósforo, sólidos suspensos, cloretos, clorofila "a", coliformes e estreptococos fecais, etc.). A variabilidade intra e inter-açudes foi influenciada pela geologia do terreno, as atividades na bacia de drenagem e o clima (estiagem e chuvas). As maiores flutuações foram na condutividade elétrica e nas bactérias indicadoras de contaminação fecal. Com base na condutividade, os açudes foram divididos em dois grupos: (1) < 850 mmho/cm e (2) > 1.300 mmho/cm. Em 80% das amostras de 6 açudes de menor condutividade, os coliformes fecais foram >1.000 UFC/100mL, impedindo o uso dessas águas para consumo humano sem tratamento prévio, irrigação irrestrita, aqüicultura e mergulho. Nos açudes de maior condutividade elétrica predominaram valores < 2 UFC/100 mL de coliformes fecais; os estreptococos variaram entre 102 - 6,8x103 UFC/100 mL, evidenciando contaminação fecal elevada e não detectada pelos coliformes, provavelmente pela alta salinidade que inibe seu desenvolvimento, enquanto que os estreptococos fecais são mais resistentes a estas condições. Os resultados destacam a importância de estreptococos como indicadores auxiliares de coliformes. Nas secas, a evaporação concentrou os sais e aumentou as taxas metabólicas (maior fotossíntesse, maior OD, maior clorofila "a" e menor ortofosfato). Séries temporais de dados como os aqui apresentados são importantes na tomada de decisões sobre os recursos hídricos do semi-árido nordestino.
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