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Andrade Neto, Cícero Onofre de; Melo, Henio Normando de Souza; Lucas Filho, Manoel. Análise comparativa de filtros anaeróbios com fluxo ascendente e fluxo descendente afogado. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 21., 2001, João Pessoa. Anais... João Pessoa: ABES, 2001.
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Resumo

Filtros anaeróbios são utilizados para tratamento de esgotos pelo menos desde a década de 1950, mas constituem ainda uma tecnologia em franco desenvolvimento. A busca de alternativas para o material de enchimento, que é responsável pela maior parcela dos custos e pelo volume, e o aperfeiçoamento de detalhes construtivos, incluindo o sentido do fluxo e a facilidade de remoção do excesso de lodo, são os aspectos que merecem maior atenção no desenvolvimento tecnológico dos filtros anaeróbios. Os filtros anaeróbios mais usuais têm fluxo ascendente ou descendente. Nos filtros de fluxo ascendente o leito é necessariamente submerso (afogado). Os de fluxo descendente podem trabalhar afogados ou não. Aparentemente, os filtros com fluxo descendente afogado assemelham-se funcionalmente aos de fluxo ascendente, com algumas facilidades operacionais. Apenas os filtros com fluxo ascendente têm sido significativamente aplicados ao tratamento de esgotos e pesquisados. Pouco se conhece sobre os filtros anaeróbios de fluxo descendente com leito afogado. Este trabalho analisa, comparativamente, o desempenho de dois filtros anaeróbios com volumes iguais, mesmo material de enchimento e o mesmo afluente e vazões, mas com sentido de fluxo diferentes, sendo um com fluxo ascendente e outro com fluxo descendente afogado. Os filtros funcionam em paralelo, ambos recebendo esgoto proveniente de um grande tanque séptico de câmaras em série, alimentado com esgoto essencialmente doméstico. Cada filtro tem 4,0 m de comprimento por 0,7 m de largura e profundidade média de 1,2m, construídos em alvenaria de tijolos revestida. A pesquisa desenvolve-se em duas etapas distintas. Cada filtros recebeu vazão de 7,5 m3/dia na primeira etapa (17/12/99 a 20/06/00) e 15 m3/dia na segunda (21/06/00 a 22/12/00). Em ambas etapas os filtros foram preenchidos com anéis de eletroduto corrugado de plástico (conduíte cortado). Considerando o índice de vazios do material de enchimento (89%), os tempos de detenção hidráulica calculados foram: 9,5 horas na 1ª etapa e 4,8 horas na 2 etapa, em ambos os filtros. Os dois filtros propiciaram resultados muito bons na remoção de matéria orgânica e sólidos, ambos apresentando valores da ordem de 110 mg/L de DQOt e 16 mg/L de SS nos efluentes. Pode-se concluir que um filtro anaeróbio de fluxo descendente afogado pode propiciar eficiência equivalente a de um filtro anaeróbio de fluxo ascendente, com as demais características operacionais semelhantes.
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