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Bueno, Rui César Rodrigues. Biossólido : processo de redução adicional de patógenos com a utilização de energia solar. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 21., 2001, João Pessoa. Anais… João Pessoa: ABES, 2001.
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Resumo

A disposição de lodos de esgoto (biossólido), tem sido objeto de grande interesse e desenvolvimento no meio técnico e acadêmico no Brasil. Este fato deve-se a perspectiva de uma maior produção de lodos em Estações de Tratamento de Esgotos (ETE's), nos últimos anos, devido a um maior investimento ocorrido no setor. A utilização do biossólido na agricultura é pratica consagrada em diversos países. No Brasil, a primeira norma que disciplina o uso na agricultura, foi publicada em outubro de 1999, no estado de São Paulo, pela Companhia De Tecnologia Ambiental do Estado. A norma é referenciada no Código americano, Control Of Pathogens and Vector Attraction in Sewage Sludge, under 40 CFR, part 503. Estas normas classificam o biossólido quanto a sua utilização na agricultura em duas classes. O biossólido classe A, não sofre qualquer restrição quanto ao seu uso e acesso público, já o classe B, sofre restrições em relação às culturas e formas de utilização, e acesso público. Este trabalho tem como objetivo, apresentar levantamento bibliográfico das fases envolvidas no tratamento de esgotos sanitários, caracterizando assim, o biossólido produzido, seus principais compostos, processos de desidratação, formas de disposição e o uso agrícola. Experimentalmente, apresenta os resultados, de dois processos de desinfecção ou desinfestação. a partir do uso de energia solar. As técnicas consistem em, reduzir o número de organismos patogênicos presentes no biossólido, coliformes totais, E. coli, helmintos, protozoários, com a utilização de energia solar. Para tanto, o biossólido será exposto aos raios solares, através da técnica denominada de Solarização (Katan, 1991), empregando-se cobertura de filme plástico transparente, e técnica denominada de Coletor Solar (Ghini, 1991, 93 e 97), o qual é composto de tubos de ferro galvanizado ou alumínio que permitem a elevação da temperatura, a partir de sua exposição à energia solar. O Coletor Solar parece ser uma solução para pequenas unidades. Foram obtidos valores de temperatura acima de 50 °C, mas menores do que aqueles obtidos com solo. Com a técnica de Solarização, foram obtidos resultados com redução de coliformes e E. coli de até 99,99 %, caracterizando - o como classe A, para profundidades menores que 0,10 m e tempo de exposição de 15 dias, e ovos de helmintos e cistos com de protozoários com reduções maiores que 80%.
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