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Couri, Aline. "Sem título": cidade sobre tela. In: CONGRESSO ÍBERO-AMERICANO DE GRÁFICA DIGITAL, 4., 2000, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRJ, 2000.
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Resumo

As cidades contemporâneas são multissensoriais. Estímulos variados são aglomerados sem convenções: traços, tamanhos, texturas, cores, luzes, barulhos, símbolos, pessoas, cheiros. Muitas vezes nada aparentemente os relaciona. Estão juntos, porém dispersos. As cidades não são lineares. Possuem múltiplos caminhos, múltiplas visões, histórias, vias. Logo, uma animação inspirada na cidade não poderia ser linear. Ambas possuem múltiplas combinações de trajetos que são realidades tempo-espaciais autônomas e variáveis; imagens e sons. Não conseguimos nem pretendemos apreender todas as imagens e elementos de uma só vez, nem inteiramente a cada uma delas; não conseguimos, ao menos, nos desprover das sensações. Essa impossibilidade de se manter alheio ao meio gera uma realidade, onde o devaneio é uma reação involuntária. Abre-se em nós o desejo de buscar uma totalidade na utilização plena de todas as faculdades humanas e não apenas a da percepção. Esta massiva impregnação de fatos que envolve nossos sentidos implica numa incapacidade de dar conta de realidades contidas no ambiente. Abstraindo estes fatos, gera-se a possibilidade de evasão do devaneio. A arte, então, reflete a variedade de estímulos a que somos submetidos nas cidades contemporâneas, cada vez maiores e mais globalizadas. A animação "Sem título" - cidade sobre tela reúne fragmentos da paisagem urbana, organizados de maneira não linear e interativa. Assim como nas cidades nossos percursos variam a cada dia, neste projeto existem várias possibilidades de combinações de som e imagem. Cada espectador pode fazer seu caminho através desses quadros urbanos. Em alguns dias, estamos mais sensíveis aos estímulos à nossa volta. Encaramos a cidade como uma paisagem pictórica. Em outros, só conseguimos nos ater às imagens pragmáticas das nossas aglomerações urbanas. Por isso, "Sem título"- cidade sobre tela combina quadros de devaneios, bastante pictóricos, com outros que refletem o ritmo da vida contemporânea. Através de "cliques" nas próprias imagens, abre-se um percurso pictórico de fragmentos urbanos.
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