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KISS, Paulo. O aço tem vez. Téchne, São Paulo, n. 46, p. 24-2, maio/jun. 2000.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 6 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Conhecido como "arquiteto do aço", Siegbert Zanettini projeta construções metálicas há pelo menos 30 anos. À falta de material, o pioneirismo o levou até mesmo a usar os trilhos retirados das linhas de bonde da capital paulista em 68 para projetar pequenas estruturas. Tornou-se logo o principal arauto da defesa do aço na construção, enquanto seus projetos multiplicavam-se pelo Brasil. São de Zanettini as famosas unidades da Escola Panamericana de Artes nas ruas Groenlândia e Angélica, em São Paulo, marcantes pelas cores e formas, assim como diversas obras industriais e, mais recentemente, as instalações de uma universidade em Uberlândia-MG. Jamais deixou de reconhecer, porém, as limitações do sistema em solo brasileiro. Para Zanettini, as estruturas metálicas deverão superar enormes desafios para ter um espaço próximo ao conquistado pelo concreto. Ele vai além e diz que sequer trata-se de sistemas construtivos concorrentes. "Quem coloca as estruturas metálicas e de concreto como concorrentes não conhece as diferenças das tecnologias", afirma Zanettini. Conhecedor profundo do assunto, Zanettini fala nesta entrevista sobre as bases da construção metálica no Brasil e dos problemas que envolvem os projetos de estruturas metálicas. Discorre, entre outros assuntos, sobre sistemas de fechamento, conforto ambiental, qualidade dos perfis e qualidade de projetos. O problema habitacional não foi esquecido. Apesar da grande tecnologia que as estruturas de concreto atingiram no País, Zanettini vê na construção industrializada, e sobretudo na construção metálica, uma forma de minimizar o déficit habitacional brasileiro.
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