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RODRIGUES, Mariuza. Chega de leilão: Projetista de estruturas critica a política de menor preço praticada na construção civil brasileira. Construção, São Paulo, ano 53, n. 2724, p. 12-1, abr. 2000.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 35 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

A construção civil tem se modificado muito nas últimas décadas. Quem acompanha o processo de perto sabe qual foi o impacto, por exemplo, da introdução de recursos de informática na elaboração dos projetos. Por outro lado, em alguns segmentos específicos, as transformações que estão chegando agora já são adotadas há 30, 40 anos nos Estados Unidos - caso dos painéis de fechamento, por exemplo. Trata-se de uma história que ainda está sendo escrita. O engenheiro de estruturas Jorge Zaven Kurkdjian vem acompanhando essa novela. Ele acredita que as transformações observadas nos últimos tempos têm um preço. Exigem, por exemplo, um novo tipo de atenção do calculista em relação à estrutura, algo que nem sempre é entendido pelo construtor, sempre à procura de preços mais baixos. O projetista diz que procura ser coerente com determinados princípios. Não entra em leilão e também não gosta de trabalhar "feito um louco". Para o engenheiro, o problema da qualidade na construção brasileira está vinculado à política do menor preço e aos problemas sociais do País, dentre os quais se destaca o analfabetismo. "Não há como controlar a qualidade desse operário", afirma. Na entrevista a seguir, Kurkdjian fala sobre esses e outros assuntos e critica a tendência de comparar, em função do preço, sistemas como o aço e o concreto estrutural.
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