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SANTOS, Amaro Francisco Codá dos. Comportamento das armaduras que sofreram tratamento anti-corrosão e seu desempenho nas estruturas de concreto recuperadas. 150p. Dissertação (Pós-Graduação em Engenharia Civil) - Escola de Engenharia, Universidade Federal Fluminense,Niterói, 1993.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 11
Índice h: 2  
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Resumo

As estruturas em concreto armado, quando apresentam anomalias provenientes da corrosão das armaduras, necessitam de tratamento através de métodos bem conhecidos na área de recuperação de estruturas. Os métodos utilizados para tratamento das armaduras são os seguintes: limpeza com escova de cerdas de aço, jato de areia e através do uso de inibidores de corrosão. Os inibidores de corrosão se apresentam para o mercado consumidor em pó e na forma líquida. Para o desenvolvimento deste trabalho fez-se uso de inibidores líquidos que são aplicados as armaduras através de pintura. O objetivo deste trabalho é verificar a eficácia desses métodos, como também sua atuação no que tange à vida útil das estruturas recuperadas de maneira geral em nosso país. O que nos fez pesquisar este terna e elaborar esta dissertação, foi a falta de conhecimento sobre a eficiência destes métodos e dos produtos utilizados no tratamento de armaduras oxidadas. Para isso foi elaborada uma bateria de corpos de prova, tomando-se os cuidados necessários para que as condições impostas aos mesmos fossem as mais representativas e dentro da realidade de nossas obras e o do meio ambiente em que se encontram. Esses corpos de prova são peças cúbicas de concreto, com dimensão de(20x20x20cm) e (14x14x14em), armados com barras de aço de diâmetro igual a 80mm. As armaduras escolhidas já apresentavam um processo de corrosão. Escolha esta que permite observar posteriormente o desenvolvimento ou não do processo corrosivo após o tratamento imposto a cada lote de corpos de prova. Para se simular ambientes próximos a realidade, os testemunhos foram colocados em ambientes agressivos, inclusive para acelerar o processo corrosivo e se poder ter uma visão mais precisa, em menos tempo. Estes corpos de prova, ficaram submetidos a esses ambientes, durante um período de aproximadamente um ano e sete meses. Após este período, foram rompidos através de prensa e, posteriormente, observados para avaliação das armaduras. As dosagens escolhidas para confecção dos corpos de prova foram elaboradas de forma a contribuir com o estudo e realidade dos concretos executados em geral, obedecendo a dois critérios de cobrimento: 1,5 em e 4,0 em. É importante informar que os corpos de prova durante este período de teste acelerado, ficaram em tanques com água do mar, tanques com água e enxofre e, finalmente, em ambientes bastante agressivos em névoa salina. Com isso, concluiu-se que os resultados obtidos elucidam determinados aspectos a respeito do uso de vários métodos para combater a corrosão em armaduras embutidas no concreto armado. Por outro lado, o fator aderência foi bastante observado pelo Autor, donde se concluiu que certos produtos, utilizados como inibidores, combatem a corrosão mas não apresentaram aderência adequada entre o concreto e a armadura. Constatou-se, outrossim, que a limpeza das carepas de corrosão, com jato de areia e escovas de cerdas de aço só é eficiente quando a disposição das armaduras, nas estruturas de concreto, são de fácil acesso. Constatou-se, também, a necessidade de uma revisão criteriosa dos métodos e produtos utilizados para inibição da corrosão, pois o uso indevido dos mesmos pode acelerar ainda mais o processo corrosivo das armaduras.
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