Mais informações

KLEIMAN, Mauro. Estaria havendo um desvio no padrão de Causação Circular : processos de mudança na alocação sócio-espacial das redes de infra-estrutura urbana no Rio de Janeiro-1938/98. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 8., 1999, Porto Alegre. Anais… Porto Alegre: ANPUR, 1999.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

O processo de urbanização brasileiro tem entre suas características mais marcantes a desigualdade na alocação das redes de infra-estrutura urbana, que evidenciam uma segregação sócio-espacial. Reconhecidamente as redes não atingem homogeneamente as diferentes áreas das cidades brasileiras, concentrando-se naquelas poucas de camadas de maior renda aonde são inclusive periodicamente ampliadas e renovadas com técnicas sofisticadas, enquanto que nas demais de camadas populares temos ausência ou precariedade das redes e sua prestação de serviços urbanos. Dessa maneira, parte expressiva da população encontra-se excluída ou sem atendimento necessário á vida na cidade. Não ter acesso aos serviços, principalmente aqueles essenciais à habitabilidade, como os de Água e Esgoto, significa estar desconectado de um dos elementos mais importantes na estruturação do espaço urbano: as modernas redes de infra-estrutura urbana. Por um lado procurou-se construir redes completas com padrão hiperdimensionado e sofisticado, e com nível satisfatório de serviços, constantemente renovadas nas áreas onde aparece um evidente nexo entre os interesses do capital imobiliário e a moradia de camadas de renda alta e média situadas nas zonas Sul, Norte, parte dos Subúrbios e mais recentemente na Barra da Tijuca. Por outro lado, destaca-se a ausência de constituição de redes por completo, com o não provimento de serviços, ou sua configuração de maneira lenta, incompleta, descontínua, sem manutenção, com provimentos muito precários de serviços para áreas de camadas de baixa renda, situadas nas zonas Oeste e Baixada Fluminense, (principalmente nos loteamentos), e para as Favelas. Essas áreas, sem interesse, em princípio, para o capital imobiliário e demais agentes presentes no urbano, ficaram excluídas das redes durante mais de 50 (cinqüenta) anos. Para os primeiros está resolvida a questão do acesso, e buscam-se sempre novos níveis de qualidade de serviço, e para a população de baixa renda a permanência ainda da questão do acesso e de uma problemática de nível de serviço não resolvida e/ou muita precária. Esse quadro configurador de uma estruturação urbana desigual com base no padrão de causação circular, com aguda separação sócio-espacial, começa a esboçar, sinais de alteração em meados dos anos 80. Contudo só se forma um eixo mais palpável de introdução de redes completas nos, na direção de camadas de menor renda, nos anos 90, que nos faz indagar se não estaria havendo um desvio no padrão de causação circular
-