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CAMPOLINA, JOEL. O inesperado habitat do ser urbano em movimento: nova BH 2014. In: NUTAU, 10., 2014, São Paulo. Anais... SÃo Paulo: USP, 2014. p. 1-9.
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JOEL CAMPOLINA
Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 2 (Com arquivo PDF disponíveis: 1)
Citações: 2
Índice h: 1  
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Resumo

O habitat inesperado do ser urbano contemporâneo. A premissa é que os investimentos públicos massivos para megaeventos em regiões metropolitanas, atendendo às normas da Copa do Mundo, deveriam igualmente ser pensados para a optimização de prioridades e expectativas tanto veiculares como para o pedestre. O habitante urbano contemporâneo deve ser visto de forma dinâmica e não pertencendo para um lugar estático ou específico na cidade. De fato, o típico ser urbano na idade produtiva vive imerso numa rede integrada, lugares de uma propriedade semi transitória. Aqueles cenários constituem uma serie de lugares onde este passa partes significativas do dia a dia, cria elos de afetividade, ciclos de coexistência e fragmentos de percepção de ambientes diferenciados. O lugar da residência, por exemplo, é apenas parte de seu cotidiano. Lugares para se dirigir até o trabalho ou por diversão, e aonde este trabalha e produz sua contribuição cívica, são também os lugares com os quais convive, e assim devem ser considerados desde as fases conceituais do projeto. A maioria de todas as novas infraestruturas construídas para a Copa do Mundo da FIFA e o Programa BRT/MOVE para o transporte de massa, na cidade de Belo Horizonte, tem sido projetadas como equipamentos mono funcionais. Vias para automóveis e passarelas para pedestres foram projetadas apenas para a optimização do fluxo veicular. Uma abordagem semelhante pode ser vista no projeto do mega-retrofit da Arena Mineirão, aparentemente pensado apenas para a optimização o ambiente interno para o público afetivo e os jogadores de futebol. É difícil achar harmonia na interface com os bairros vizinhos; todo novo equipamento aqui citado parece ter sido projetado apenas olhando para si mesmo. Palavras-chave: Copa do Mundo da FIFA; Programa BRT/MOVE; Belo Horizonte.

Abstract

The unexpected habitat of the contemporary urban being. The assumption is that massive public investments for mega-events in metropolitan areas, attending to the World Cup rules by FIFA, should equally be thought on optimizing vehicular as well as pedestrian priorities and expectations. The contemporary urban inhabitant must to be seen dynamically, not as belonging of a static or specific place in town. Actually, the typical urban being at productive age, lives immerse in an integrated network, places of semi-transient ownership. Those sceneries are a set of places where he spends significant portions of his daytime, creates ties of affection, cycles of coexistence and fragments of perception of differentiated environments. The place of residence, for example, is just a part of his everyday life. Places for commuting to work or for fun, and where he works and produces his civic contribution, are also places where he lives with, and so have to be considered since the conceptual design phases. The majority of all new public infra-structures built for the FIFA world cup and the BRT/MOVE Program of mass transportation, in the city of Belo Horizonte, have been designed as mono-functional equipment. Automotive lanes and pedestrian elevated walkways, were designed just to optimize the vehicular flow. A similar approach could be seen in the mega refurbishment project for the new Arena Mineirão, apparently thought just to optimize the inner ambience for the affectionate public and football players. It is hard to find harmony at the interface with the surrounding neighborhoods, all new urban equipment cited here, seems to have being designed just looking at their own selves. Keywords: FIFA World Cup; BRT/MOVE Program: Belo Horizonte. 1-
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