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SARMENTO, J. R.; BASTOS, A. M. S. T. Betão armado mediante utilização de madeira. In:CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO, 41., 1999, Salvador. Anais… Salvador: IBRACON, 1999.
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Resumo

Relata-se uma experiência bem sucedida para reforço de um antigo pavimento de madeira, já com cerca de duzentos anos, com vão de dez metros, que se encontrava fortemente flectido pelo uso e pelo tempo decorrido, mas com interesse em ser recuperado para novo serviço em estabelecimento hospitalar. A instalação de perfis metálicos intercalados entre as vigas primitivas, constituídas por troncos de árvores, tornava-se inconveniente pelos ruídos que se produziriam por abertura dos apoios nas paredes. A alternativa consistiu em utilizar essas vigas como armaduras combinando-as com nervuras de betão moldadas sobre elas, completadas posteriormente com uma lâmina de betão de pequena espessura cobrindo os intervalos, resultando, no fim, uma laje de múltiplas vigotas, dotada de grande rigidez, cumprindo a finalidade em vista. Toda a obra foi realizada sem escoramentos, vindo a secção final a ser obtida pela associação progressiva dos diversos escalões da obra. A ligação das primeiras nervuras aos toros foi obtida por conectores de pequeno diâmetro fixados por uma resina epoxídica, que também foi usada na primeira betonagem sobre a madeira. As tensões geradas resultam da sobreposição dos três estados distintos por que passa a estrutura, e mostraram-se aceitáveis para as condições de segurança a atingir. Com base nesta solução foi orientado um processo de investigação mais consistente que aqui se descreve e que englobou o estudo experimental de vigas de betão em que a armadura foi constituída por peças de madeira, associadas por resina, com ou sem conectores. Conclui-se a exposição com o estudado de um projecto de um pontão rodoviário para a classe II, segundo o regulamento português, susceptível de ser construído em regiões de difícil acesso, funcionando os troncos de árvore locais como armaduras e desempenhando as funções de molde auto-portante. Imaginamos que a durabilidade poderá ser compatível com programas de desenvolvimento das regiões interessadas
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