Mais informações

TAVEIRA, Eduardo Salmar Nogueira E. O solo-cimento no campo e na cidade : construir, morar e habitar. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE PRODUÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA EM HABITAÇÃO DA PESQUISA À PRATICA, 1987, São Paulo. Anais… São Paulo, 1987. p.675-683.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

Ao relatar duas experiências de trabalho como profissional arquiteto, quero abrir questão com uma pergunta: qual a função social do arquiteto, nos dias de hoje, ao produzir e transferir uma tecnologia construtiva de baixo custo? Produzir tecnologia para construção civil não é coisa do nosso tempo e não estou falando em saudosismo tecnológico é a história nossa. Uma experiência foi organizar o mutirão em São Simão - SP, para a construção de 62 moradias de alicerces, contrapiso e paredes em solo-cimento. Outra experiência está sendo a construção de um centro de profissionalização em solo-cimento, na favela da Vila Nogueira em Campinas - SP A preocupação central destes relatos é: 1) Como TRANSFERIR uma tecnologia construtiva para uma grande massa de gente pobre de recursos financeiros, sem propor máquinas sofisticadas e sem muito gasto com energia. 2) Como propor uma opção tecnológica, que estimule a independência economica cultural e a expontaneidade democrática das iniciativas comunitárias. Empregando terra arenosa, água e um pouco de cimento (8% em vol.), fazemos casas confortáveis, higiênicas, seguras e principalmente, de reduzido custo, sem desperdício de material e de tempo. O solo-cimento é uma tecnologia nova, moderna e muito simples de ser aplicada, com surpreendentes aplicações práticas. É por isso também, uma responsabilidade política e energética com o Brasil

Abstract

While reporting as a professional architect two practical experiences, i would like to start with a question: which is today the social function of the architect when producing and transfering a low cost technology? Produced technology to be used in civil construction does not belong to our time. It is certainly no technilogical longing, it s just our history. One of the experiences consisted in organizing a collective effort in São Simão - SP, for the construction of 62 low priced houses, with foundations, floors and walls of soil-cement. Another experience is being the erecting, in the slums of Vila Nogueira - Campinas - SP, of a professional school in soil-cement. In these cases, the main preocupations have been: 1) How to transfer a building technology to a great many people, with practically no financial means, without proposing the use 0,1 sophisticated machines and keeping the power consuption. 2) How to propose a technological option, which stimulates economical and cultural independence and a democratic spontaneity of all common iniciatives. Employng sandy soil, water and some cement (8% in volume), we are building houses, which are confortable, hygienic, secure and, specially, of low cost, without wasting time and materials. Soil cement is a modern new technology, very easy to be used, and with surprising practical applications. For all this, it is a political and energetical responsibility for Brazil
-