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PÚBLIO, Cláudia Prates. Um olhar sobre as antigas vilas mineradoras: Minas Gerais e Bahia. 1v. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal da Bahia,Salvador,2002.
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Resumo

Cada cidade brasileira traz consigo a história de sua fundação. O processo de fundação de vilas foi marcado por intercâmbios de conceitos e modelos trazidos pelos diversos agentes que atuaram no desenrolar do urbanismo no Brasil. Cada uma destas sofreu adaptações às condições locais e foi influenciada pelos protagonistas participantes. Pretende-se afirmar nesta dissertação que, apesar de fundadas em diferentes áreas do território brasileiro, agentes em comum fizeram com que o processo de surgimento de vilas apresentassem características semelhantes. Tomando como base essa afirmação, investiga-se o processo de ocupação do interior de Minas Gerais e da Bahia, durante o período da mineração do ouro no século XVIII, quando a descoberta do rico potencial mineral dos dois Estados os transformaram em dois pólos de atração. "A descoberta de ouro em Minas Gerais e na Bahia são contemporâneas" . Assim como em Minas Gerais, afirma-se que a descoberta inicial do ouro na Bahia foi propiciada por paulistas. Dessa forma, busca-se um paralelo entre os dois processos de ocupação, com características e protagonistas semelhantes, homens garimpeiros, nômades e viajantes, numa tentativa de estabelecer similitudes urbanísticas características desse período nas antigas vilas mineradoras. Pretendeu-se atender às seguintes questões: 1. Através do cruzamento de informações relativas ao ciclo do ouro, buscar a confirmação da atuação de agentes comuns no processo de urbanização do interior de Minas Gerais e Bahia. 2. Promover uma análise através das informações obtidas sobre as vilas surgidas, neste período, nos dois atuais Estados, com base em parâmetros preestabelecidos para a compreensão da configuração urbana dessas povoações. 3. Catalogar estas vilas segundo características em comum e, dessa forma, afirmar que o intercâmbio de idéias e experiências possibilitado pelo nomadismo dos garimpeiros resultou em interferências que se propagaram, gerando influências e identidades comuns. Frutos do mesmo ciclo econômico, surgidas pela força da mesma mão-de-obra, as cidades estudadas nesta pesquisa, que se desenvolveram ao redor de núcleos regionais, como Ouro Preto em Minas Gerais, e Rio de Contas, na Bahia, também experimentaram a decadência quando do esgotamento de suas jazidas.
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