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ABIB, Stavros Wrobel. O espaço intrínseco: a fronteira interdependente. In: NUTAU: SUSTENTABILIDADE, ARQUITETURA, DESENHO URBANO, 4., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2002. p. 283-293.
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Resumo

A Arquitetura Ecológica é um enfoque que está em processo de definição no meio científico. O próprio paradigma ecológico só passa a ser debatido de forma mais contumaz na cultura ocidental a partir da Conferência das Nações Unidas para Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Agenda 21, apesar da popularização tardia em relação ao debate epistemológico sobre a complexidade e as reais necessidades do planeta. Neste trabalho, apresenta-se uma reflexão sobre a Arquitetura Ecológica como transdisciplinar (segundo acepção de Morin). Para tanto, explora os desdobramentos de uma experiência realizada nas salas de aula do Módulo II do Núcleo de Desenvolvimento Infantil da Universidade Federal de Santa Catarina, que buscou averiguar a possível relação entre pedagogia e mobiliário a partir de um enfoque transdisciplinar. Principia com a exposição dos objetivos originais da pesquisa, passando a uma revisão de seus pressupostos teóricos (epistemologia da complexidade de Morin; teoria do objeto em Gropius, Argan e Eco; teoria da ergonomia em Helander e Wisner; autopoiese de Maturana e Varela) e metodológicos (entrevista de pesquisa qualitativa de Kvale). Segue estabelecendo como estes constituíram uma gama de relações que superaram os limites inicialmente propostos da pesquisa resultando na construção de uma possível relação entre pedagogia, mobiliário e espaço enquanto intrínseca e complexa, portanto, de natureza transdisciplinar. Por fim, à luz dos resultados iniciais e diante de discussões pertinentes ao tema, especialmente com a constatação da estreita condição entre arquitetura, economia e ecologia, segundo Vázquez, pretende-se analisar como a teoria e método empregados possibilitam ao arquiteto, ou urbanista, conceber um espaço intrínseco, resultado de sua construção via interrelação entre este e seu interlocutor, ou seja, que de fato parta da experiência do indivíduo ou da comunidade para quem se projeta e sobre seus valores culturais, locais e ambientais.

Abstract

Ecological Architecture is an approach that is process of definition in the scientific mean. Even the Ecologic Paradigm is rather debated in a stronger way in the Eastern Culture only after The United Nations Conference for the Environment and Development, and Agenda 21, despite the late spread in relation to the Epistemological Debate about the complexity and planet real necessities. In this work it is shown an idea about Ecologic Architecture as transdiciplinary subject (according Morin). For that, it is explored the unfolded experiences which were carried out in the Module UFSC's II Day Care class rooms, where searches possible relationships Pedagogy and furniture departuring from a transdiciplinary approach. It begins by showing the first research goals, going through a literature review (Morin's complexity Epistemology; Gropius', Argan's, and Eco’s Object Theory; Ergonomy Theory on Helander and Wisner; Maturana' and Varela' Autopoiese) and Methodologicals (Kvale's qualitative research interview). It follows by establishing how those authors set up a range of relations that overcome the formerly established research limits which resulted in a construction of a possible relation among Pedagogic, furniture, and space while intrinsic and complex, so that of transdisciplinary nature. Finally, in light of first results, and facing theme pertaining debates -especially by ascertaining of the close condition among Architecture, Economy, and Ecology (according to Vasquez)- it is intended to analyze as the employed theory and method make possible the architect or planner to conceive (design) an intrinsic space as result of his/her construction via interrelationships between him/her and his/her interlocutor, that is, that in fact came from the individual experience or from the community to whom one designs and over their cultural, local, and environment values.
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