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MUÑOZ, Alejandra Hernández. Santo Antônio: um passo no Carmo além do Boqueirão. 114p. Dissertação (Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2001.
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Resumo

A Cidade Central do Salvador, após processo de decadência física e migração de funções nas últimas décadas, começa a ser revalorizada em novos padrões, mediante intervenções baseadas na imposição de uma dinâmica de uso por classe completamente nova, expulsão da população tradicional e subsídios a novas funções "culturais" e "comerciais-turísticas". A inexistência de estudos aprofundados sobre as características do acervo arquitetônico e urbanístico de toda a área, a importância e potencialidades da Cidade Central em seu papel estruturador da organização urbana e desta como centro de região, motivam este estudo. O eixo de análise é a paisagem urbana histórica, resultante formal da relação entre sítio, construções, pessoas e atividades no tempo, na qual plano urbano, volume construído e padrões de uso do solo permanecem. A sua conservação é fundamental para garantir, entre outras coisas, a identidade de uma comunidade, a orientação dos indivíduos em seu meio ambiente e o desenvolvimento de símbolos fortes. Sobre estes pressupostos, as características da paisagem da Cidade Central são examinadas em linhas gerais, constatando-se a existência de unidades homogêneas junto a um expressivo acervo de unidades arquitetônicas individualizadas. Em conseqüência, são discutidas questões sobre intervenções de revitalização e introdução de novos elementos que vem acontecendo na área. No estudo de caso de uma unidade homogênea, Santo Antônio além do Carmo, avança-se na análise numa escala diferente. O modo como a estrutura urbana é percebida e entendida por um indivíduo que se desloca através dela, permite identificar a importância de elementos significativos para a comunidade de usuários daquele ambiente. A partir deste conhecimento, são apresentadas alternativas de recuperação do existente, de adensamento e novas construções, vinculadas a soluções para problemas de acessibilidade e a projetos habitacionais mais do que perspectivas turísticas. Conclui-se que a habitação garante o uso permanente da área e torna-se fundamental diante do volume e densidade de atividades empregatícias e infra-estrutura existentes na Cidade Central, enquanto a reutilização dos monumentos deve estar orientada à consolidação dos pontos de reunião da população e de celebração de sua identidade cultural, mais do que constituir cenografias congeladas, quando não inventadas, de um tempo que não existiu.
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