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castilho, Luiz Fabiano de. Análise do grau de iniciativa e autonomia dos cooperantes no processo de incubação de cooperativas populares : estudo de casos. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTIFICA, 8., 2000, São Carlos. Anais… São Carlos: UFSCAR, 2000
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Resumo

A questão social tornou-se tema de debates e pesquisas nas diversas áreas da Universidade - ressaltando a importância da relação pesquisa-ensino-extensão - e como alternativa à questão do desemprego foi pensado o projeto de implantação da Incubadora Regional de Cooperativas Populares, hoje um Programa de Extensão da UFSCar. Neste projeto a opção cooperativista é retomada por um perfil diferenciado de cooperantes - falta de recursos financeiros, baixa escolaridade e qualificação técnica, situação de exclusão social e econômica - o que demandou uma discussão acadêmica e com a sociedade, apontando a necessidade de desenvolver o "cooperativismo popular" com suas especificidades e necessidades. Neste sentido o papel da Incubadora é muito importante pois tem um caráter multidisciplinar, fundamental para o processo dinâmico de incubação que envolve aspectos sociais, culturais, econômicos e interpessoais em que as duas partes - Incubadora e grupo social - tem papéis fundamentais e complementares. O objetivo deste trabalho é apresentar o resultado de uma pesquisa com dois grupos incubados pela Incubadora da UFSCar com o propósito de analisar o grau de iniciativa dos cooperantes no processo de incubação. O primeiro grupo, caracterizado por baixa escolaridade e inexperiência em organizações sociais, surgiu através de um estudo prévio - "Condições de Vida e Pobreza em São Carlos; uma abordagem multidisciplinar", NPD-DCSo/ UFSCar - indicando o bairro Jardim Gonzaga como carente de ações no combate ao desemprego. O segundo grupo teve origem através de uma parceria com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) com o objetivo de implementar cooperativas com os ex-alunos do Programa Integrar (implantado em 1996 com a proposta de aliar a formação para o trabalho e a certificação do Ensino Fundamental, através de aulas teóricas, oficinas de informática, seminários, sempre com a preocupação na conscientização política dos alunos). A metodologia utilizada consistiu numa observação empírica do processo de incubação destes grupos através de participação em reuniões, elaboração do estatuto, planejamento e ações junto aos cooperantes, acompanhamento de treinamentos e do trabalho nas cooperativas, acompanhamento da autogestão praticada pelos cooperantes, entre outras atividades. Como suporte à análise, a pesquisa inclui alguns produtos que apontam um quadro comparativo entre os grupos, incluindo as habilidades anteriores e as adquiridas durante o processo de incubação. Os resultados desta pesquisa apontam que o grau de iniciativa e autonomia dos grupos durante o processo de incubação está condicionado ao nível de conscientização político-social destes atores; ainda que estas observações tenham um caráter subjetivo, é possível apreender o comportamento dos cooperantes no seu dia-a-dia e analisá-lo a partir da experiência acumulada destas pessoas (seja o grau de educação formal, experiência em grupo, militância política ou experiência profissional). Portanto é possível concluir que o processo de incubação destes grupos apresentam "tempos" e resultados diferentes em virtude da iniciativa dos cooperantes, iniciativa esta diretamente relacionada ao grau de conscientização social e política.
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