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BRITTO, Evandro Rodrigues de et al. Vinte anos de operação do emissário submarino de esgotos de Ipanema. In: CONCRESSO INTERNACIONAL AIDIS, 25., 1996, México. Anais… México, 1996.
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Resumo

A Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, constituída por bairros como Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon e outros, é a zona mais valorizada da cidade, e, já em meados de 1964, não possuía disponibilidade de área para a construção de uma estação de tratamento de esgotos. O primeiro Plano Diretor de Esgotos da Cidade do Rio de Janeiro (1), realizado em 1964, recomendava um emissário submarino como destino final dos esgotos da Zona Sul. Se tivesse sido escolhida uma ETE como destino final dos esgotos para a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, jamais as praias dessa área atingiriam o grau de balneabilidade previsto na legislação brasileira, com relação aos coliformes. Pelos estudos realizados, ficou claro que o parâmetro poluidor limitante, em termos de vazão futura, seria a gordura e não os sólidos flutuantes , como alguns críticos afirmavam antes de se iniciar as obras, durante as discussões na mídia quanto à solução preconizada para os esgotos da Zona Sul do Rio de Janeiro. "O parâmetro que se mostrou mais conservador, dentro das condições mais adversas, foi a gordura, cujo padrão adotado através dos critérios discutidos no corpo do trabalho, estabeleceu a vazão média de 6,1525 m3/s como limite para que pudéssemos afirmar que até este valor far-se-á dispensável qualquer providência no sentido de dotar o sistema de um tratamento prévio". Tudo levava a crer que, se tivéssemos construído uma ETE de remoção de sólidos flutuantes, teríamos desperdiçado o dinheiro público. Pelas mesmas razões que levaram Britto, E.R. et al. (8) optarem pela avaliação apenas de colimetria, gordura, e hidrobiologia correlacionada ao oxigênio dissolvido, o presente estudo se fixa também nos mesmos parâmetros e compilou dados de qualidade levantados pela CEDAE desde maio de 1974 até dezembro de 1994, consubstanciando 20 anos de caracterização. Considerando-se a análise dos dados de colimetria nos pontos da área de utilidade pública, isto é, até o limite da zona de balneabilidade (300 m da praia) durante os 20 anos de estudos, podemos concluir que: - a pior situação, em termos de poluição, é sempre do ponto 3A, que fica localizado na direção da desembocadura do canal da Av. Visconde de Albuquerque, que recebe forte contribuição de esgotos brutos, conforme resultados de análises de colimetria nele realizadas; o segundo pior ponto é sempre o 3B, na direção da embocadura do canal do Jardim de Alá, por onde escoam as águas salobras da lagoa Rodrigo de Freitas; os outros pontos, afastados dessas influências, melhoram sua qualidade de água quanto mais longe se encontram dos dois canais, deixando bem caracterizado a influência dos elevados índices de coliformes totais que estas águas têm. o corte dos pontos 1A, 1C, 2A e 3B, perpendicular à praia, até o ponto de lançamento, retira qualquer dúvida com relação a responsabilidade de não se ter atingido, na praia do Leblon, os padrões de balneabilidade exigidos pela legislação brasileira (13); a praia de Ipanema manteve-se como "própria", segundo a mesma legislação, e vem melhorando cada vez mais através dos anos. a variação dos valores de coliformes totais, encontrada ao longo dos anos, não permite associar esses fatos a períodos com eventuais paradas do sistema, ou de parte dele, decorrente de vazamentos ou obras de manutenção preventiva ou corretiva, pois não existe registro dessas ocorrências perfeitamente caracterizadas. o estudo de sazonalidade não demonstrou qualquer influência marcante por parte das condições meteorológicas ou climáticas, seja por falta de registros confiáveis, seja pela possível pequena incidência. os 20 anos de operação do Emissário Submarino de Esgotos de Ipanema demonstram claramente que essa unidade de tratamento vem cumprindo perfeitamente os objetivos de seu projeto. a qualidade das águas na zona de balneabilidade se encontra visivelmente prejudicada pelas contribuições dos canais afluentes à costa, o que não só prejudica os benefícios do ESEI, como, principalmente, desgasta a imagem dessa importante obra aos olhos da população, facilitando o objetivo daqueles que gostam de se promover às custas dos trabalhos dos outros e que por esses fatos ganham espaço na mídia com facilidade. os estudos hidrobiológicos demonstram claramente que não existe qualquer prejuízo à biota local, e, muito pelo contrário, o que se verifica é um aumento da produtividade primária com o consequente aumento da capacidade de degradação por parte dos seres consumidores. recomenda-se uma ação enérgica no sentido de se promover a despoluição das águas dos canais da Av. Visconde de Albuquerque e do Jardim de Alá.
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