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VENTURA, Luiz Henrique Maués. Segregação espacial e distribuição de equipamentos coletivos na cidade do Rio de Janeiro. 121pDissertação (Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional) - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Universidade Federal do Rio de Janeiro,Rio de Janeiro,1995.
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Resumo

A segregação residencial no espaço é um traço marcante na Cidade do Rio de Janeiro. Áreas que apresentam similaridades em termo da dotação de meios de consumo coletivo, apresentam ocupação por grupos sociais completamente distintos. Embora, esta seja uma afirmação corrente existem poucos trabalhos empíricos a este respeito. Este fato deve-se principalmente a dificuldade na mensuração e tratamento das múltiplas variáveis que interagem simultaneamente bem como contextualização deste fenômeno dentro de um campo teórico-conceitual consistente. Neste trabalho comparamos a distribuição de serviços e equipamentos de uso coletivo (basicamente infra-estrutura), que configura uma aproximação do estoque de "terra urbanizada", com a distribuição de renda e atividades, buscando caracterizar a demanda pela localização no espaço. As principais fontes de dados utilizadas nesta análise são o cadastro de imóveis não residenciais da Prefeitura do Rio de Janeiro (relativos ao tipo de atividade exercida no imóvel), o cadastro IPPUR/ITBI (referente às transações imobiliárias) e dados dos censos de 1970, 1980 e 1991 (distribuição de renda e informações demográficas). Desta forma pede-se verificar as áreas eminentes industriais, de serviços e residenciais, relacionando-as com a população e tipologia dos habitantes, bem como uma idéia aproximada da ocupação dos interstícios urbanos (p/ ex. favelas, ocupações clandestinas). Desta forma foi possível verificar que a composição social e a distribuição dos equipamentos não são por si só suficientes para estabelecer padrões de segregação residencial. O mercado renova espaços e realoca a população interagindo e refletindo também os mecanismos de produção não capitalista do espaço, funcionando de forma segmentada e reconfigurando os perfis de expansão e ocupação da cidade para os diferentes grupos sociais. Como principais constatações observamos: 1) A transformação progressiva de áreas outrora tipicamente residenciais em prestadoras de serviços.; 2) Aumento/diminuição da densidade de ocupação em áreas bem dotadas de infra-estrutura caracterizando movimentos de renovação e esvaziamento em várias áreas da cidade; 3) Expansão dos ricos para áreas ainda pouco dotadas de serviços e infra-estrutura vis a vis favelização em áreas bem dotadas.
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