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ANGEOLETTO, Fábio Henrique Soares. Pirajá: um bairro e um parque - a vegetação como fator de aumento da biodiversidade e da qualidade de vida nos biomas urbanos. Orientação de Ângelo Szaniecki Perret Serpa.183p. Dissertação (Pós-graduação em Arquitetura) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal da Bahia,Salvador,2000.
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Resumo

A dissertação Pirajá: Um bairro e um Parque - A Vegetação como fator de Aumento da Biodiversidade e da Qualidade de Vida nos Biomas Urbanos é dividida em duas partes. Na primeira, é realizada uma discussão teórica sobre o ideário que classifica as cidades como a antítese da natureza, e as conseqüências negativas desse ideário no planejamento urbano. Procura-se demonstrar que essa oposição é falsa, uma vez que as cidades também são ecossistemas, e que, apesar destes sistemas ocuparem uma área ínfima da biosfera - cerca de 3% - seus impactos sobre os demais sistemas são bastante grandes, pois as aglomerações urbanas importam uma miríade de materiais (cuja obtenção via de regra descaracteriza o meio ambiente) e exportam grandes quantidades de dejetos e outros poluentes causadores de diversos impactos ao ambiente. Também é discutida a importância da presença de vegetação - sobretudo árvores - aos ecossistemas urbanos, pelos inúmeros benefícios proporcionados pelos vegetais (eles atuam retirando poluentes do ar, proporcionando microclimas mais aprazíveis, estruturando espaços livres. Há ainda outras benesses); bem como a freqüentemente incorreta e insuficiente utilização de vegetação nos projetos arquitetônicos e paisagísticos. Na segunda parte são apresentados os resultados de um estudo de caso realizado no bairro Pirajá (Salvador, BA). Os dados nortearam um plano de arborização para os quintais (dados obtidos através de mapeamento dos quintais) e para espaços livres (dados obtidos através do método de sintaxe espacial). Pirajá, um bairro habitado por moradores de baixa renda, é contíguo ao Parque Metropolitano de Pirajá, uma área de mata atlântica com cerca de 1550 ha. A vegetação utilizada nos quintais e espaços livres foi selecionada pela maior capacidade de atração e manutenção de polinizadores e dispersores de semente - animais imprescindíveis à recomposição de áreas desmatadas no interior do Parque (além de, obviamente, redundarem nos benefícios acima comentados). Os moradores participaram do planejamento de pequenas praças arborizadas, sendo que uma foi de fato executada. Espera-se que esses moradores contribuam para a gestão da praça, uma vez que o bairro é periférico e pouco assistido pelos poderes públicos.
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