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MOROSINE, Maria de Fátima Morais. A contaminação e ocupação das margens do rio Jaguaribe e suas repercussões no meio ambiente, e na saúde da população. In: CONGRESSO INTERMERICANO DE INGENIERIA SANITARIA Y AMBIENTAL, 26., 1998, Lima. Anais... Lima, 1998.
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Citações: 1
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Resumo

O município de João Pessoa, no início da década de 70, constava com uma população de favelados na ordem de 3% de sua população total. Entretanto, com o advento da sêca ocorrida entre 1979 e 1983 no sertão Paraibano, assim como a recessão econômica da década de 80, tal porcentagem passou a representar 30% da população do município. A cidade possui o RIO JAGUARIBE que está completamente inserido na malha urbana. Por se tratar de um rio urbano foi palco de uma ocupação irregular e desordenada em toda suas margens e extensão, no período supra citado. De acordo com os dados DBO5, OD, pH, T, coli-fecal, turbidez, alcalinidade, assim como inspeções de rotina realizado pela SUDEMA - Superintendência de Administração do Meio Ambiente, bem como informações colhidas no plano diretor de João Pessoa (1992) e levantamento da Fundação de Assistente ao Carente, constatou-se que a população para atender suas necessidades de sobrevivência, instalou-se as margens do rio JAGUARIBE e que para tanto retirou toda vegetação de mata ciliar, lança seus dejetos no rio causando todo tipo de destruição que esse tipo de ação acarreta como: POLUIÇÃO, DEGRADAÇÃO, DEVASTAÇÃO, ASSOREAMENTO, ENCHENTES, PROLIFERAÇÃO DE DOENÇAS, A localização do rio passou a ser um atrativo para referida ocupação, considerando que o mesmo atravessa bairros da cidade onde estão concentrado a oferta de empregos no setor de prestação de serviços (doméstica, encanador, diarista, etc). Diante da análise dos dados e das constatações pôde-se concluir que: a) A população em condições de pobreza procura instalar-se em terrenos de ocupação ilegal e inapropriados para moradia como: (margens de rios e mangues, encostas, etc.), por serem terrenos de baixo valor comercial, e por tanto menor o risco de expulsão; b) As comunidades têm noções claras sobre alguns efeitos de degradação que eles provocam no rio, mas em função de sua situação de extrema pobreza, marginalizado pela sociedade e economia nacional, não tem compromisso em evitar a degradação ambiental, uma vez que a sociedade não impede a sua degradação como ser humano.
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